Sertanejo foi liberado após pagar fiança e assinar um termo de compromisso
O
cantor sertanejo Leonardo foi preso em flagrante no Aeroporto
Internacional de Brasília Juscelino Kubitschek com 22 cartuchos de
munição calibre 22 na noite de sexta-feira (31).
A PF (Polícia
Federal) informou que alguns agentes, durante a revista na área de
embarque, desconfiaram de objetos metálicos nas malas e decidiram fazer a
revista.
Nas bagagens do cantor, foram encontradas as munições
que, segundo a Polícia Federal, apesar de serem permitidas, precisam de
porte específico que não foi apresentado por Leonardo.
Depois que
os procedimentos legais foram adotados, as munições ficaram apreendidas
e Leonardo foi liberado mediante o pagamento de uma fiança e assinatura
de um termo de compromisso. O valor da fiança não foi divulgado pela
Polícia Federal.
A assessoria de imprensa do cantor explicou que
ainda não tem conhecimento oficial sobre o ocorrido, mas garantiu que
todos os shows marcados continuam na agenda do sertanejo.
Foto: Leonardo preso, mas pagou fiança Créditos: Reprodução/R7/Internauta
A busca dos bandidos por caixas eletrônicos para
serem arrombados está cada vez mais audaciosa. Na manhã deste domingo,
2, o equipamento escolhido fica localizado no Shopping 4x400, localizado
no Centro de João Pessoa, próximo ao Batalhão da Polícia Militar e do
Paço Municipal.
Segundo informações da Polícia, quatro homens chegaram em um carro e
abordaram os seguranças do local, que foram amarrados. Os criminosos
estavam armados com pistolas e dinamites para explodir o caixa
eletrônico, porém, a ação foi frustrada após alguns pedestres chamarem a
Polícia, pois desconfiaram da movimentação no shopping.
Sem conseguir efetuar o roubo, os bandidos ameaçaram os seguranças de morte e fugiram do local.
Segundo Rivaldo Barbosa, responsável pela investigação Daniel Coutinho dizia 'frases desconexas e desordenadas'
Reconhecido
no Brasil e no exterior, Eduardo Coutinho foi esfaqueado. Sua mulher
conseguiu se trancar no banheiro e ligar para outro filho
Foto: Marcio Bredariol / Divulgação
Rio - O cineasta Eduardo Coutinho, de
81 anos, foi assassinado a facadas na manhã deste domingo em sua casa
na Lagoa, Zona Sul do Rio. Segundo o delegado Rivaldo Barbosa, titular
da Divisão de Homicídios (DH), um dos filhos do documentarista, o
jornalista Daniel de Oliveira Coutinho, de 41 anos, teria sido o
responsável pelo crime. Daniel também teria tentado matar a mãe e se
matar.
“Perdemos um amigo e sacerdote dessa religião, que é o cinema. Ele foi um revolucionário do gênero”
Walter Carvalho, cineasta
O crime aconteceu por volta das 11h.
Quando os bombeiros chegaram, minutos depois, o cineasta já estava
morto. Em entrevista coletiva na noite deste domingo, o delegado afirmou
que Maria das Dores de Oliveira Coutinho, mulher de Eduardo, só
conseguiu se salvar porque se trancou no banheiro e de lá ligou para
outro filho. Ela levou duas facadas na altura dos seios e três no
abdômen e está internada em estado grave no Hospital Municipal Miguel
Couto, na Gávea, onde passou por cirurgia.
Ainda segundo Rivaldo, após o crime,
Daniel se esfaqueou duas vezes e então bateu na porta de vizinhos. Uma
das testemunhas ouvidas pela DH relatou que ele repetia a frase “eu
libertei o meu pai e tentei libertar a minha mãe e a mim”. Segundo
relatos, Daniel teria problemas mentais e sofreria de esquizofrenia. Ele
também passou por uma cirurgia no Miguel Couto e seu estado de saúde é
estável.
“Querido e grande nome do nosso cinema. Fez ficção, mas no documentário que se encontrou. Estou impactado”
Ruy Guerra, cineasta
“O que aconteceu hoje é a expressão
genuína da palavra tragédia. Um filho mata o pai, tenta matar a mãe e
cometer suicídio. Não há dúvidas de que Daniel é o autor dos crimes”,
disse Rivaldo.
O filho do cineasta foi preso em
flagrante e está sob custódia da Polícia Militar até que receba alta.
Ele deverá responder por homicídio doloso e tentativa de homicídio.
Ainda de acordo com Barbosa, não é possível diagnosticar qualquer doença
psicológica em Daniel já que não há indícios de que ele tenha tido
outros surtos no passado.
Até a noite deste domingo, quatro
testemunhas foram ouvidas na DH. A Polícia Civil já pediu imagens do
sistema de vigilância do prédio e aguarda a perícia técnica do local do
crime, que deve ficar pronta em 24 horas. No apartamento, foram
apreendidas duas facas de cozinha, que estavam no banheiro de empregada.
Nos próximos dias, o delegado pretende ouvir moradores do prédio e os
bombeiros que fizeram o socorro de Daniel e Maria das Dores. Imagens das
câmeras de vigilância também serão analisadas.
Fachada do prédio onde morava o cineasta Eduardo Coutinho
Foto: Fernando Souza / Agência O Dia
Parentes do cineasta foram neste
domingo ao Instituto Médico Legal fazer o reconhecimento do corpo, que
não pode ser liberado pela falta de apresentação de documentação
original do cineasta. O corpo de Eduardo Coutinho será velado a partir
das 10h, na Capela 3 do Cemitério São João Batista, em Botafogo. O
enterro está marcado para as 16h.
Cineasta premiado em festivais internacionais
Respeitado no mundo do cinema,
Eduardo Coutinho é considerado um gênio do documentário no Brasil.
Figura querida também por trás das câmeras, ele reinventou o gênero,
dando voz a personagens e acontecimentos, revelando um país, até então,
desconhecido.
“Não há ninguém no Brasil que possa ocupar o lugar do Coutinho. Fica o vazio. Esse era um mestre...”
Fernando Meirelles, no Twitter
Premiado no país e em festivais
internacionais, o cineasta deixou pelo menos 24 obras. Uma delas,
‘’Cabra marcado para morrer’ (1984) é responsável por 9 prêmios, como o
Hours Concours no Festival de Gramado, em 1985.
O documentário marcou sua carreira e conta a
vida de um líder camponês da Paraíba,assassinado em 1962. As filmagens
foram interrompidas em 1964, no Regime Militar, e retomadas 17 anos
depois.
Eduardo Coutinho também trabalhou no Globo
Repórter entre as décadas de 1970 e 1980. Entre tantos filmes que
marcaram sua carreira, ‘Babilônia 2000’ (2000) — 11 prêmios —, ‘Edifício
Master’ (2002) — cinco — e ‘Jogo de cena’ (2007), com as atrizes
Marília Pêra, Fernanda Torres e Andréa Beltrão, são lembrados.
Centenas de eleitores compareceram à sede do TRE para fazer a biometria, mas nem todos foram atendidos
Biometria
Centenas
de eleitores lotaram a sede do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba
(TRE-PB), neste fim de semana, em João Pessoa, para realizar o
recadastramento biométrico. O atendimento excepcional no final de semana
foi uma oportunidade para quem não tem tempo de fazer o procedimento em
horário comercial. Entretanto, nem todos conseguiram sair com o novo
título devido à longa fila de espera. Muitos daqueles que não chegaram
antes do horário de início dos trabalhos, às 8h, prefiram voltar para
casa. Os atendimentos seguiram até as 17h30.
O atendimento foi
destinado tanto aos eleitores que efetuaram o agendamento prévio pela
internet como para aqueles que não fizeram. O elevado tempo de espera
fez com que os eleitores (sem agendamento) que chegaram ao TRE por volta
das 9h tivessem que esperar aproximadamente 170 pessoas, de acordo com a
numeração das senhas que foram coletadas por ordem de chegada.
Prevendo
que o movimento seria intenso no Tribunal, o funcionário público Carlos
Melo chegou pouco mais que uma hora antes do início dos procedimentos.
“Cheguei aqui por volta das 7 horas e tinha pouca gente, por isso
consegui sair cedo”, disse. Alguns eleitores alegaram que não sabiam que
também era possível realizar o agendamento para o recadastramento no
final de semana. “Pensei que hoje fosse apenas para quem não agendou. Se
soubesse, teria feito o agendamento e não teria que esperar tanto e
perder meu domingo”, lamentou a fisioterapeuta Isabela Cardoso.
Em frente ao porto da cidade de Cabedelo, na Paraíba,
uma placa sinaliza o marco zero da Transamazônica, um dos projetos mais
polêmicos do Brasil. A BR-230 fez parte do programa de integração
nacional do governo militar, cuja intenção era levar nordestinos a
ocupar áreas pouco povoadas da região Norte.
Era o início da
década de 70, época em que ambientalistas eram raros e não se
questionava a derrubada de milhões de árvores. Só que não houve um
estudo de viabilidade econômica e a maioria dos colonos acabou
desistindo de se fixar na Amazônia. "Agricultura e distribuição de terra
sem infraestrutura em termos de saúde, educação, transporte, segurança e
créditos acessíveis não funciona. Dos primeiros colonizadores, apenas
15% ficaram", aponta o bispo do Xingu, Erwin Krautler.
Pelo
projeto original, a estrada se estenderia por oito mil quilômetros e
ligaria o Atlântico ao Pacífico, atravessando toda a América do Sul de
leste a oeste. O plano foi modificado para um projeto que chegaria
apenas até a fronteira do Brasil com o Peru, mas as obras pararam bem
antes. Mesmo assim, com 4.223 quilômetros de extensão, a Transamazônica é
uma das maiores rodovias do mundo. Ela atravessa sete estados
(Paraíba, Ceará, Maranhão, Tocantins, Piauí, Pará eAmazonas), corta 63 municípios e passa por três ecossistemas.
Programas
de governo nos anos 60 e 70 incentivaram uma sangria sem limites da
natureza. "A ideia de inserir a Amazônia no contexto nacional acabou nos
transformando apenas em um enorme almoxarifado, de onde tudo se tira e
nada se repõe", diz o jornalista e escritor Ademir Braz. Hoje, com as
novas regras, alguns setores se tornaram insustentáveis, como a das
siderúrgicas que produziam ferro gusa.
Das dez indústrias do polo industrial de Marabá(PA), nove fecharam as portas nos últimos anos. O Ibama diz
que as fábricas não se adaptaram à legislação ambiental e continuavam a
queimar carvão ilegal para produzir ferro gusa. Na última operação, em
2011, foram aplicadas multas que chegaram a R$ 200 milhões. As fábricas
acabaram fechando e seis mil pessoas perderam o emprego.
Em longos
trechos da Transamazônica, não há sinal de asfalto, meio-fio ou
sinalização. A estrada é perigosa. Em trechos sem asfalto, o movimento
de caminhões faz surgir uma cortina de poeira. Mesmo com o céu claro, a
visibilidade para o motorista é igual a um dia com neblina. Só nos
últimos cinco anos, ocorreram mais de 15 mil acidentes na BR-230. Mais
de 500 pessoas morreram.
Segundo a Comissão Pastoral da Terra, 20
pessoas foram assassinadas nos últimos oito anos por conflitos agrários.
Em 2005, a missionária Dorothy Stang, que ajudou a fundar a primeira
escola de formação de professores da Transamazônica, foi morta com seis
tiros por defender o uso sustentável da floresta. Os mandantes do crime
ainda estão soltos. "A impunidade na Amazônia mata e desmata", afirma
Amaro Lopes de Souza, pároco da igreja de Santa Luzia. Ele trabalhava
com Dorothy e também é um homem ameaçado. Polêmica de Belo Monte
A
região amazônica também é palco de um projeto polêmico, a hidrelétrica
de Belo Monte. Quando estiver em pleno funcionamento, em 2019, ela será a
maior do Brasil,
com 18 turbinas e geração de 11 mil megawatts de energia. Segundo os
administradores, o projeto original foi adaptado para causar o menor
impacto ambiental possível no rio Xingu, que será em parte desviado.
Existe também o compromisso de medidas compensatórias, como saneamento básico em bairros pobres de Altamira (PA).
Mas, para críticos do projeto, é tarde demais. Por causa das obras, a
cidade inchou 30% em apenas dois anos e já faltam casas, escolas e
hospitais. Na opinião do bispo do Xingu, é mais um projeto desastroso
para a região. "Altamira não teve condição de assumir a responsabilidade
por milhares de pessoas que apareceram de um dia para o outro", diz
Krautler.
A Transamazônica, a rodovia que foi inaugurada, mas
jamais foi concluída, termina às margens do rio Purus. Já são 40 anos de
sonhos, esperança, promessas, polêmicas e muitas dúvidas: progresso ou
equívoco? A estrada segue cheia de desafios, como a vida de quem ainda
acredita nela.
A
cidade de Coremas ficou em segundo lugar e Cabedelo em quinto de um
quadro do Fantástico que escolheu o pôr do sol mais bonito do Brasil. Em
Coremos o local foi do açude Estevam Marinho e a pôr do sol da Praia
do Jacaré, em Cabedelo. Foram mais de quatro milhões de votos no site do
Fantástico, em apenas dois dias -uma disputa acirrada entre cidades do
Brasil inteiro.
O
grande vencedor, o pôr do sol mais bonito do Brasil é o de Presidente
Epitácio, em São Paulo. Dois estados aparecem na foto mais votada na
batalha do pôr do sol. A ponte que aparece na foto liga os estados de
São Paulo e Mato Grosso do Sul. Além de ser fundamental pra economia da
região, a ponte também se tornou um grande cartão-postal. O sol se põe
bem atrás da ponte, nas águas do Rio Paraná.
“Esse pôr do sol aqui é maravilhoso”, diz morador.
2º Lugar - Coremas – PB
No
meio da paisagem seca, a quase 400 quilômetros de João Pessoa,
encontramos um oásis. Daqui saiu a foto que quase faturou a disputa. O
açude construído há quase 80 anos trouxe refresco para o sertão, onde as
temperaturas quase sempre estão acima dos 40 graus. E também virou
ponto turístico da região, onde pessoas se reúnem pra diminuir o calor e
apreciar a vista.
3º Lugar – Colatina - ES
O
Cristo Redentor pode até confundir. Mas a cidade - a 130 quilômetros de
Vitória - deixou o Rio de Janeiro pra trás com a foto tirada às margens
do Rio Doce.
4º Lugar - Manaus – AM
A
vista da praia de Ponta Negra serviu de cenário pra foto. A cada
temporada de cheia, a faixa de areia desaparecia da orla. Mas uma obra
recente tornou a praia permanente. E ponto de encontro para os
apreciadores do pôr do sol no Rio Negro.
5º Lugar – Cabedelo – PB
O quinto lugar ficou com Cabedelo, na Paraíba.
A foto foi tirada na Praia do Jacaré, pertinho da capital João Pessoa. O
pôr do sol ganhou trilha sonora. Há 13 anos, o Jurandir do Sax toca o
Bolero de Ravel ao entardecer.
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