Material apreendido e o aposentado foram levados para a 18ª Seccional Delegacia de Polícia Civil de Catolé do Rocha
Material apreendido
Um
idoso aposentado de 82 anos foi preso nesse sexta-feira (2), em Catolé
do Rocha, a 434 km de João Pessoa, no Sertão da Paraíba. Ele foi detido
em casa.
Segundo a polícia, durante a operação de busca e
apreensão na casa do acusado, foram encontrados uma espingarda de
cartucho, calibre 36, uma pistola de fabricação artesanal, calibre 12,
três espingardas de fabricação artesanal, do tipo ‘bate-bucha’, alguns
cartuchos carregados, 185 cartuchos de calibres diferenciados vazios,
sete cartuchos calibre 22 intactos, dois cartuchos calibre 38 intactos,
147 cartuchos calibre 38 vazio, e um carregador de cartucho.
O material apreendido e o aposentado foram levados para a 18ª Seccional Delegacia de Polícia Civil de Catolé do Rocha.
A operação ocorreu através de um trabalho
conjunto entre a Polícia Militar e a Polícia Civil e o mandado de busca
e apreensão foi expedido pela juíza da Comarca de Catolé do Rocha. Mário Luiz (Carioca) com Catolé News
Preso na Nova Holanda, fornecedor da droga trazia carregamento em rodas de caminhão
Rio - O homem que, segundo a Polícia
Civil, abastecia favelas cariocas com até cinco toneladas de cocaína por
mês e era considerado o principal elo do Comando Vermelho com o tráfico
internacional está no Complexo Penitenciário de Gericinó. Eduardo
Herculano da Silva, o Avião, de 41 anos, preso na quarta-feira, disse em
depoimento que as remessas de 200 kg de pasta-base da droga saíam da
Bolívia e chegavam ao Complexo da Maré escondidas em rodas de caminhões
que cortavam estados brasileiros em rodovias. Ele fazia entre três e
cinco operações desse tipo por mês.
Veja como a droga chegava
Foto: Arte O Dia
Após a endolação, a quantidade de
cocaína chegava a aumentar em até cinco vezes. “Ele tinha lucros
astronômicos. Cada quilo de cocaína em estado bruto era comprado por US$
6 mil. Porém, uma vez diluído, rendia até R$ 30 mil”, afirmou o
delegado da 21ª DP (Bonsucesso) Delmir Gouvêa, responsável pelas buscas.
Segundo os agentes, o faturamento de cada tonelada do entorpecente
poderia alcançar até R$ 30 milhões. Logo após ser preso, o traficante
disse aos policiais que pretendia se submeter, em breve, a cirurgias
plásticas e lipoaspirações para passar a viver ‘irreconhecível’ no
exterior.
“Na hierarquia dos procurados, ele
estava à frente de chefes do tráfico em morros cariocas, já que
trabalhava de forma independente, em contato direto com o tráfico
internacional. A prisão dele desarticula a chegada de drogas no Brasil”,
disse Delmir.
Eduardo Herculano, o Avião, 41: oito mandados de prisão por tráfico
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Localização 'privilegiada'
Ainda de acordo com o policial, a
escolha da Maré como destino da carga se dava por questão geográfica:
por se localizar próxima a vias importantes da cidade, como as linhas
Amarela e Vermelha, além da Avenida Brasil, a região funcionava como uma
‘central de distribuição’ para o estado. Além de favelas do Grande Rio,
comunidades do Norte e do Sul do estado, controladas pelo Comando
Vermelho, eram abastecidas.
E foi justamente negociando a venda
de uma carga de drogas que o traficante foi preso. De acordo com
policiais, Avião era escoltado por oito seguranças no momento da
abordagem. Após troca de tiros, um de seus homens de confiança, Renato
Santana Jesus, o Visão, foi baleado e preso.
MB foi preso dentro da Favela Nova Holanda
Foto: Divulgação
Segundo o delegado, as buscas pelo
criminoso começaram em fevereiro. Nos últimos dias, policiais se
frustraram ao procurá-lo na Nova Holanda e Parque União. O criminoso
deve seguir para uma penitenciária de segurança máxima fora do estado.
Contra ele havia oito mandados de prisão por tráfico.
Chefe do pó na cadeia
Chefe do pó na Nova Holanda, no
Complexo da Maré, Amabílio Gomes Filho, o MB, foi preso nesta
sexta-feira à tarde pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC). O
bandido saía de casa, na Rua Maçaranduba, naquela favela. Sozinho e
desarmado, ele não reagiu.
Há três meses os policiais
investigavam o criminoso, que teve cinco mandados de prisão cumpridos
ontem pelos crimes de homicídio e tráfico de drogas. Uma das mortes da
qual ele teria participado foi a de um agente da Corregedoria da Polícia
Civil. Segundo as investigações, MB era quem indicava os comparsas que
assumiriam ‘cargos’ dentro da hierarquia da quadrilha, além de dar aval
para o bando roubar veículos na Linha Vermelha e Avenida Brasil. Ele
também negociava drogas com Eduardo Herculano da Silva, o Avião, preso
quarta-feira.
Delegada
Roberta Neiva, que preside o inquérito, disse que vai esperar o
resultado da perícia para decidir sobre a reprodução simulada do caso
Delegada Roberta Neiva
A
chefe da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Homicídios) de João
Pessoa, a delegada Roberta Neiva, admitiu, nesta sexta-feira (2), a
possibilidade de fazer uma reprodução simulada do crime, que deixou gravemente ferida a bacharel em direito Érica Vanessa Lira, de 31 anos, em abril deste ano, no bairro do Bessa, na Capital.
Neiva, que está conduzindo as investigações, disse que vai esperar o
resultado da perícia para decidir sobre a reconstituição do caso. José
Itamar Montenegro, 35 anos, namorado da vítima e suspeito do crime, está
preso.
“O perito Hebert Golzon está fazendo um trabalhando brilhante no caso. O apartamento
ainda está sendo periciado e até este sábado (3), os exames devem ser
concluídos no imóvel. Depois disso, ele tem dez dias para apresentar os
resultados, podendo ser prorrogado o prazo. Após o resultado dos laudos,
vou decidir sobre a reprodução simulada”, informou a delegada,
acrescentando que José Itamar não é obrigado a participar da simulação.
Neiva
revelou que peritos do Instituto de Polícia Cientifica (IPC) de João
Pessoa estão usando recursos físico-químicos para dar um resultado
preciso e mapear o que ocorreu no dia da tentativa de homicídio.
“O
pessoal do IPC estão usando equipamentos e produtos de primeiro mundo. O
material é sofisticado e, sem dúvida, vamos ter um resultado preciso
para incorporar ao inquérito”, adiantou Roberta Neiva.
Érica Vanessa sofreu um tiro na boca, no apartamento onde ela morava com Itamar, no bairro do Bessa, na Capital.
O namorado dela foi considerado o principal suspeito do crime e após
outras investigações, a Polícia Civil constatou que ele também teria
agredido outra mulher e responde a um processo por estupro contra a
própria enteada.
A vítima continua internada no Hospital de
Emergência e Trauma de João Pessoa. O estado de saúde dela é considerado
gravíssimo, conforme o último boletim médico divulgado na tarde desta
sexta-feira (2), pela casa da saúde. José Itamar foi preso dias depois
por força de um mandado de prisão expedido pela Justiça paraibana. Ele
está preso na sede do 5º Batalhão de Polícia Civil da Capital.
Ex-vereadora lamentou posicionamento do vereador oposicionista na CMJP.
A ex-vereadora de João Pessoa e atual presidente da
Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente “Alice de Almeida”
(Fundac), Sandra Marrocos (PSB), não gostou das declarações do líder da
oposição na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), o vereador Lucas de
Brito Pereira (Democratas), sobre o projeto “Puta Cultura”.
Segundo Sandra Marrocos, que teve a defesa das profissionais do sexo
como uma das bandeiras do seu último mandato, Lucas de Brito foi
“preconceituoso” e “imprudente” ao criticar um dos segmentos
profissionais mais antigos da história da humanidade. Sandra disse ainda
que neste aspecto, a política da Prefeitura de João Pessoa está correta
em incluir as profissionais do sexo em seus projetos.
“Foi uma declaração muito preconceituosa e imprudente sim,
principalmente, porque ele exclui uma atividade profissional, que já é
por si só descriminada pela sociedade”, disse Marrocos, que cobrou uma
retratação do parlamentar na CMJP. “Esse rapaz precisa se retratar, mas
qualquer atitude que ele faça, não esconderá o preconceito da sua
atitude”, complementou.
Por fim, Sandra Marrocos ainda criticou a forma de fazer oposição
adotada por Lucas de Brito e aproveitou para mandar um recado ao
vereador democrata. “Se ele quiser criticar a cultura, enquanto vereador
oposicionista, que fale da política adotada no meio cultural em João
Pessoa, que sofre um retrocesso, prejudicando os pequenos artistas e
produtores. Ele deveria fazer uma oposição criteriosa e sugestiva e não
escolher um segmento tão excluído da sociedade como alvo”, concluiu. Cartaxo também lamenta as declarações
Sandra Marrocos não foi a única a se indignar com as palavras de
Lucas de Brito. O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT), também
considerou o pronunciamento do oposicionista como preconceituoso.
Segundo o gestor, existe um projeto de ponto de cultura, com edital e
processo de seleção, que beneficiou diversas instituições e associações,
dentre as quais a Associação de Prostitutas da Paraíba (Apros) e o
Instituto dos Cegos.
“Qualquer associação teve o direito de apresentar uma proposta, que
foi apreciada e selecionada por uma comissão. O edital foi do Governo
Federal e selecionou entidades. Às vezes, as pessoas não têm informação e
o preconceito fala mais alto. Eu lamento que um rapaz tão novo, tão
jovem, advogado, e seja tão preconceituoso. É uma tristeza ver algo
assim”, disse Cartaxo. Entenda a polêmica
Em pronunciamento na sessão ordinária da última quarta-feira (30), na
CMJP, o vereador criticou os investimentos da Prefeitura Municipal de
João Pessoa (PMJP), por meio da Fundação Cultural de João Pessoa
(Funjope), na Associação de Prostitutas da Paraíba (Apros), no valor de
R$ 180 mil.
“Existem pessoas escravas da prostituição. Em vez de nos depararmos
com uma política pública para devolver a dignidade dessas pessoas e
incentivá-las a saírem da prostituição, deparamo-nos com o contrário,
com o desenvolvimento do programa Puta Cultura, que vai destinar R$ 180
mil para a Associação de Prostitutas. Precisamos saber o que vai ser
feito com esses recursos”, declarou Lucas, na ocasião.
O parlamentar se mostrou preocupado com a possibilidade de que o investimento para a Associação promova a manutenção da prática da prostituição.
Direção do hospital nega problemas no atendimento. Mas pacientes deixaram de ser atendidos e ficaram do lado de fora.
Mulher esperou por uma hora e não foi atendida,
segundo o marido (Foto: Walter Paparazzo/G1)
Pacientes reclamam da falta de médicos e de macas para o atendimento no
Complexo Hospitalar Ortotrauma de Mangabeira, o Trauminha. Nesta
sexta-feira (2), parentes procuraram o G1 para
denunciar o problema. Num dos casos, a neta do paciente informou que o
avô foi levado pelo Samu para o hospital na noite da quinta-feira e até a
manhã do dia seguinte aguardava por um médico nos corredores.
De acordo com Jacilene dos Santos Barbosa, o avô passou por uma
traqueostomia e teve um problema com o aparelho utilizado. Por causa
disso, o homem de 69 anos não estava se alimentando. Segundo Jacilene,
ela foi informada pelo hospital que o médico estaria de licença mas
havia sido chamado para atender o caso.
Em outro caso, uma mulher foi levada para o Ortotrauma, que pertence ao complexo, em um carro
particular se queixando de forte dores nas costas, que a
impossibilitava de se mover segundo o marido dela. Ele disse ainda que
esperou por um médico e uma maca para fazer a remoção da paciente por
pelo menos uma hora, sem sucesso e que nem mesmo um enfermeiro prestou
algum tipo de socorro à sua esposa.
A direção assistencial do Ortotrauma reconheceu a existência de
superlotação do complexo hospitalar, mas negou a existência dos
problemas de falta de médicos ou macas. Informou ainda que a unidade
médica não rejeita pacientes, mas que aqueles que não se encaixam no
perfil do Hospital, que deve atender urgência e emergência, são
encaminhados para outras unidades.
Sobre o caso do idoso, a direção informou que o Hospital tem um médico à
disposição para fazer procedimentos de traqueostomia, mas que esse caso
particular não era de urgência e que havia outros três pacientes com
quadros semelhantes para atendimento urgente na UTI do Ortotrauma.
Em relação ao caso da mulher que chegou com dores nas costas, a direção
explicou que o Trauminha tem uma equipe de triagem e classificação de
atendimento que recebe todos os pacientes e que no caso dela, como não
havia risco de morte, a equipe indicou a transferência para outra
unidade.
O
forte cheiro, imediatamente associado a presença de baratas, foi alvo
da reclamação de centenas de consumidores em pelo menos 10 Bairros da
Grande João Pessoa, nesta sexta-feira (02).
Moradores dos
Bairros do Cristo, Costa e Silva, Valentina Figueiredo, Mangabeira, João
Paulo 2º, Jardim Veneza, Distrito Industrial, Grotão, José Américo e
Miramar, denunciam desde ontem o problema, cobrando solução imediata da
Cagepa.
Ocorre que o presidente da Companhia de Água e Esgotos da
Paraíba (Cagepa), Deusdete Queiroga Filho, nega que exista qualquer
problema com a água que, segundo ele, está alterada devido a produtos
químicos responsáveis pelo tratamento da água, o que teria causado uma
mudança no odor do líquido.
O problema estaria na Estação de
Tratamento de Gramame e atingiu vários Bairros nda Grande João Pessoa e
Cabedelo. "É importante salientar que essa alteração não oferece nenhum
risco a saúde da população e está dentro dos padrões de potabilidade
aceitáveis pelo Ministério da Saúde", garantiu Queiroga Filho.
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