terça-feira, 23 de outubro de 2018

Paraíba perdeu mais de mil leitos hospitalares em dez anos, diz CMN

Dados foram divulgados nessa sexta-feira (19). O número representa 2,13 leitos a cada 100 mil habitantes
Leitos
Número de leitos reduziu na Paraíba (Foto: Divulgação)
Em dez anos, a Paraíba perdeu 1.148 leitos hospitalares. É o que mostra um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Em 2008, eram 9.710 vagas. Já em 2018, o número caiu para 8.562. Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (19). O número representa 2,13 leitos a cada 100 mil habitantes.
Já, o Brasil perdeu 23.091 leitos hospitalares, o que representa seis camas para internação de pacientes desativadas por dia . “Os leitos públicos reduziram drasticamente, passaram de 460.656 para 437.565 na última década. Hoje, nenhuma região atinge a quantidade recomendada pelo Ministério da Saúde”, explica o presidente da CNM, Glademir Aroldi. , 19 de outubro.
A taxa ideal de leitos é entre 2,5 e 3 leitos para cada mil habitantes, segundo Ministério da Saúde. O Norte apresenta os números mais distantes do recomendado, contabiliza 1,7; seguido do Nordeste e do Sudeste, com 2 leitos para a mesma proporção de pessoas. O Sul e o Centro-Oeste disponibilizam 2,4 e 2,3, respectivamente. A média nacional é de 2,1 leitos por mil habitantes. No entanto, enquanto os leitos da rede pública têm apresentado redução, os da rede privada aumentaram em 18,3 mil unidades.
Considerando a quantidade de leitos hospitalares por especialidade, identificou-se que os leitos denominados outras especialidades, pediátricos e obstétricos apresentaram redução mais acentuada ao longo do período analisado, com -24,73%, -22,32% e -13,81%, respectivamente. Em contrapartida, os leitos de hospital-dia tiveram aumento expressivo, que reflete possivelmente a inclusão de procedimentos rápidos e tratamentos clínico, cirúrgico, diagnóstico ou terapêutico, que ocupam o leito por um período máximo de 12 horas.
O estudo confirmou ainda uma concentração de verbas e estabelecimentos de saúde nas grandes capitais do país. No ano de 2015, as 26 capitais mais o Distrito Federal – que indicam 0,49% do total de cidades – receberam do Ministério da Saúde 47% dos recursos destinados aos seis blocos de financiamento do SUS. Enquanto isso, os outros 5.543 Municípios – ou 99,5% deles – receberam 53%, pouco mais da metade desses recursos. Essa concentração se mostra também em relação aos recursos humanos na área da saúde, em especial dos profissionais médicos.

Realidade

Outro dado interessante mostrado pelo estudo: identifica-se a abertura de novos leitos em 14 Estados, mas não o suficiente para suprir o aumento populacional ocorrido no período. “Mesmo com a abertura de leitos hospitalares, houve queda no índice de leitos por mil habitantes, em razão do aumento populacional expressivo”, afirma o presidente da CNM. Os dados mostram o caso de Alagoas, que possuía 6.146 leitos em 2008 para atender 3.127.557 pessoas, e passou a ter 6.424 leitos em 2018. Um crescimento de 4%, ou seja, abertura de 288 unidades, no entanto a população cresceu 8% e passou a contabilizar 3.375.823 pessoas.
A CNM lembra que a população total do país é de 208 milhões, e nas capitais estão quase 50 milhões, o que equivale a 23,85% do total da população nacional. O mapeamento da CNM compilou dados do Sistema Único de Saúde do Brasil (Datasus), no portal do Ministério da Saúde. Também utilizou as bases das Informações de Saúde (Tabnet) – Rede Assistencial – Cnes Recursos Físicos; Hospitalar – Leitos Internação.

Secretaria de Saúde responde

Em resposta à informação divulgada a respeito da redução de leitos hospitalares na Paraíba, a Secretaria de Estado de Saúde esclareceu, através de nota que “os dados contidos no CNES correspondem aos leitos cadastrados no SUS, sendo de gestão Estadual, Municipal, filantrópicos ou privados contratados pelos municípios para prestar tais serviços”.  Confira o restante da nota:
“Tais dados são inseridos no sistema exclusivamente pelos municípios, não cabendo ao Governo da Paraíba sua atualização. Embora desde 2011, o Governo da Paraíba tenha criado cerca de 1200 leitos, sendo 154 de UTI, boa parte deles mantidos integralmente com recursos próprios.
Mesmo diante do fechamento de serviços municipais e privados contratualizados, o Governo da Paraíba ampliou a rede hospitalar. Neste período, 6 serviços hospitalares foram abertos: Trauma de Campina Grande, Hospital de Taperoá, HTOP, Hospital de Mamanguape, Hospital Metropolitano, Hospital do Bem- Unidade de Oncologia do sertão, além de 2 UPAS de gestão Estadual nas cidades de Princesa Isabel e Cajazeiras.
Ao todo, a rede hospitalar estadual é composta por 35 hospitais e 4 UPAs, distribuídos em todas as regiões do estado”.
 
Da Redação com Portal Correio

Recomeço: Manoel Jr deve tentar retorno à prefeitura de Pedras de Fogo


Recomeço: Manoel Jr deve tentar retorno à prefeitura de Pedras de Fogo
Após o insucesso eleitoral deste ano, o vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PSC), já cogita mudar o seu domicílio eleitoral para o município de Pedras de Fogo, lugar onde nasceu e iniciou sua vida pública.
Rompido politicamente com o prefeito Luciano Cartaxo (PV) durante às eleições, o ex-deputado perdeu todas as lideranças comunitárias que o apoiavam na Capital.
De saída do PSC, Manoel deve retornar aos quadros do MDB ou até do PSDB para disputar às eleições de 2020.

Da Redação com PB Agora

Casal é preso suspeito de traficar droga conhecida como 'mostarda', em Campina Grande


A droga é conhecida como mostarda por causa da colocaração amarela — Foto: Polícia Civil/divulgação


A droga é conhecida como mostarda por causa da colocaração amarela — Foto: Polícia Civil/divulgação
Um casal foi preso em flagrante, na tarde desta segunda-feira (22), suspeito de ter envolvimento com o tráfico de drogas em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. De acordo com o delegado Ramirez São Pedro, a dupla foi presa com 300g de uma droga que chama a atenção pela cor e é chamada de mostarda.
Ainda segundo o delegado, a matéria-prima da droga é a cocaína e ela já é comum na cidade. Os entorpecentes teriam sido transportados de João Pessoa, cidade onde o casal mora, para serem distribuídos em Campina Grande.
"A droga já era bastante conhecida entre os usuários, que colocaram o nome de mostarda por causa da cor que é um amarelo bem escuro", reveleu o delegado.
O material apreendido será encaminhado para o Instituto de Perícia Científica (IPC) para a realização de exames periciais e identificar quais as outras substâncias adicionadas à droga. Um dos fatores que auxiliou a polícia na prisão foi o carro utilizado pelo casal, que já havia sido visto outras vezes em pontos de venda de drogas na cidade.
O homem preso possui passagem pela polícia por tráfico de drogas, a companheira dele não. Ambos aguardam por uma audiência de custódia e estão detidos na Central de Polícia de Campina Grande. 

Da Redação com G1

Corridas de rua se destacam e mexem no turismo da PB

https://correiodaparaiba.com.br/wp-content/uploads/e424b26cd35eb4abc6d736a17f5767f1.jpg
Se a corrida conquistou uma série de adeptos nos últimos anos, hoje ela alcançou novo patamar. É cada vez maior o número de pessoas que levam o esporte muito a sério, e não apenas como hobby ou alternativa de prática esportiva de rotina. Isso pode ser verificado, por exemplo, pela quantidade de corridas de rua em todo o país, atraindo não só profissionais, que lutam pelas premiações, como também amadores que treinam forte e buscam apenas a superação pessoal e o prazer do alcance de metas.

O crescente interesse pelo esporte e o aumento dos eventos para esse público têm levado as pessoas a procurarem competições em diversas partes do país e até em destinos internacionais.

O boom das corridas, nesse caso, tem gerado um efeito positivo na cadeia produtiva do turismo, já que os competidores que são atraídos acabam movimentando diversos elos desse setor, como hotéis, restaurantes, comércio e agências de viagem. Só no segundo semestre de 2018, foram realizadas 44 corridas por todo a Paraíba, sendo 22 delas em João Pessoa.

Em algumas agências de viagens, por exemplo, os resultados têm sido comemorados. O estimado pela Associação Brasileira de Agências de Viagens na Paraíba (Abav-PB) é que a busca de pacotes para competições esportivas em 2018 foi 40% maior que em 2017.

De acordo com o vice-presidente da Abav-PB, Luciano Lapa, existem empresas que assessoram os corredores e que por vezes fecham pacotes para um calendário de corridas que perdura todo o ano. Em alguns casos, os pacotes são contratados para 14 destinos diferentes em um único ano. “Isso tem sido sentido com muito mais força de um ano para cá, há um verdadeiro boom de eventos e de pessoas interessadas em participar”, avaliou.

Prática é considerada barata

Na Paraíba, corredores amadores ou profissionais começam a se articular em entidades. É o caso da Associação de Caminhantes e Corredores de Rua da Paraíba (Ascorpa). O grupo articula eventos locais e também auxilia seus membros na participação de eventos pelo mundo. “A corrida de rua foi o esporte que mais cresceu no país por ser fácil e barato. Basta comprar um tênis e começar, tendo de preferência acompanhamento médico e de um profissional de educação física”, afirmou o presidente Normando José.

De acordo com Normando, diversos grupos estão prontos para participar de corridas ainda este ano. “Temos 15 atletas com pacotes fechados para a São Silvestre, em São Paulo, e 30 que vão para a Corrida do Mel, em Natal. Há também quem vá participar da Maratona de Boston, nos Estados Unidos”, relatou. De acordo com ele, chega-se a articular 20 viagens em um ano, incluindo principalmente a Corrida da Pampulha, em Belo Horizonte e as meias maratonas do Rio e São Paulo.

Luan Tobias Santos, de 23 anos, entrou no mundo das corridas em 2013. Morador de Rio Tinto, ele já esteve em João Pessoa diversas vezes para correr, além de ter participado de maratonas como a São Silvestre e competições de corrida dentro dos Jogos Brasileiros. Neste fim de ano, pretende viajar a São Paulo mais uma vez para participar da principal disputa do gênero no país. De acordo com ele, o tipo de prova pesa mais na hora de escolher os destinos. “Opto sempre pelas mais conhecidas”, afirmou.

O atleta conta que não viaja sozinho e faz o possível para aproveitar as atrações da cidade quando tem tempo disponível. “Eu particularmente sempre vou com minha família para as corridas. Algumas vezes dá tempo de passear. Gosto de sair pela cidade andando, comprando lembrancinhas, recordações”, afirmou.

Estimulando o turismo

As cidades que já contam com esses eventos e outras com potencial para entrar nessa rota podem se planejar para aumentar o interesse dos corredores com o intuito de estimular o turismo, como indica a especialista em viagens Lorena Peretti, da Minds Travel. A preparação deve partir das gestões, das empresas que promovem as corridas e até mesmo da própria rede de turismo.

“Algo importante de evidenciar é que esse corredor vai até a cidade para participar da competição. Ou seja, ele(a) espera um trajeto favorável, em um horário agradável, e com o suporte necessário para fazer e concluir a prova”, explicou Peretti. De acordo com ela, incluir esse indivíduo no circuito turístico começa com a entrega de uma competição com qualidade.

A prova deve, ainda, expor o melhor que a cidade oferece. “Esse atleta deve poder ter contato com as paisagens durante a corrida que fará. Diante da experiência positiva na prova, a chance dele estender o período na cidade é maior”, explicou a especialista. A ideia é que, mais do que receber o atleta para o evento, a cidade o estimule a permanecer por mais tempo, aproveitando outros atrativos locais.

Conhecer o perfil desses corredores, nesse caso, é essencial por garantir a oportunidade de oferecer a eles uma experiência adequada. De posse desses dados sobre os atletas, redes hoteleiras poderiam se adaptar para a oferta de um serviço diferenciado. “Oferecer o café da manha mais cedo, com nutrientes adequados, e passeios mais amenos para os corredores antes ou após as competições podem ser ótimas dicas para atendê-los bem e melhor”, sugeriu Peretti.

A empresa afirma que o boom das corridas já é perceptível em todas as regiões do país e a tendência é de multiplicação dos eventos. Entre as provas mais procuradas em nível nacional estão a Maratona Cidade de Salvador, São Silvestre, Dez Milhas Garoto (Espírito Santo), e Meia Maratona do Rio de Janeiro e SP.

Calendário das provas

A Paraíba, além de “exportar” corredores, também tem recebido pessoas para participar de corridas locais. O evento mais famoso no Estado é a Meia Maratona de João Pessoa, disputada no aniversário da cidade, dia 5 de agosto.

Outro evento tradicional é a etapa Paraíba da Track&Field Run Series, que acontece no próximo dia quatro de novembro na Capital. A corrida está em seu segundo lote, com inscrições abertas até o dia anterior à prova. Também já integram o calendário da cidade a Corrida Qualidade Caixa, o Circuito de Corridas Farmácias Pague Menos e a Jampa Run. De hoje, com a Corrida das Estações, até o final do ano, ao menos 14 corridas serão realizadas em todo o estado, oito delas na Capital.

De acordo com a presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis na Paraíba (ABIH-PB), Manuelina Hardmann, o Estado tem sentido esse efeito. Ela diz que é impossível mensurar o quanto esses eventos impulsionam a ocupação dos hotéis pelo fato de, muitas vezes, eles acontecerem em concomitância com outros eventos, mas afirma que as corridas cumprem papel importante.
 
Da Redação com Correio da Paraíba

Assaltantes trancam professores dentro de sala de aula e roubam celulares

Os servidores do Centro de Capacitação de Professores da Prefeitura de João Pessoa foram rendidos e trancados em uma sala na tarde desta segunda-feira (22).


Segundo informações da Policia Militar, as vítimas foram abordadas por um homem, que as obrigou entrar em uma das salas do prédio. (Foto: Reprodução)
Um arrastão provocou pânico dentre os servidores do Centro de Capacitação de Professores da Prefeitura de João Pessoa, localizado na Beira Rio, na tarde desta segunda-feira (22). Os professores foram rendidos por três jovens e trancados em uma sala.
Segundo informações da Policia Militar, as vítimas foram abordadas pelos assaltantes que as obrigaram a entrar em uma das salas do prédio.
Durante o arrastão, as vítimas tiveram os celulares roubados.
A PM informou que foram feitas as diligências, mas que até o momento ninguém foi preso.

Da Redação com Click PB

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Polícia Civil e TJPB firmam parceria para mediar conflitos em delegacias

A Secretaria de Estado de Segurança e Defesa Social (SESDS), a Polícia Civil da Paraíba (PCPB) e o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) firmaram um acordo para implantar o “Programa Delegado Conciliador e Núcleo de Práticas Restaurativas da Zona Norte”. O trabalho vai funcionar nas instalações da 12ª Delegacia Distrital de João Pessoa, no bairro de Manaíra; e na 10ª Delegacia Distrital, em Tambaú.
O termo foi assinado nessa quinta-feira (18) e as atividades serão iniciadas após 30 dias. Além de integrantes da SESDS, da PCPB e do TJPB, participaram da reunião de assinatura do acordo representantes da Academia de Ensino da Policia Civil da Paraíba (Acadepol/PB) e do Instituto de Educação Superior da Paraíba (Iesp)
De acordo com o delegado geral da Polícia Civil da Paraíba, João Alves de Albuquerque, o programa vai permitir a solução de conflitos, ainda na delegacia, evitando que essas demandas se tornem em processos e sejam levadas à Justiça.
Com o termo assinado entre a Polícia Civil e o TJ, os delegados das unidades policiais ficarão autorizados a realizar mediação, conciliação e práticas com intuito de restaurar a paz entre as pessoas envolvidas em delitos com menor potencial ofensivo, como as contravenções e os crimes cujas penas não ultrapassem dois anos de prisão. Entre os crimes dessa natureza, se incluem as difamações, injúrias e calúnias, que representam uma quantidade significativa de registros nas delegacias.
Ou seja, com a implantação do programa, os conflitos causados por essas queixas poderão ser mediados e solucionados pelo delegado, sem a necessidade que se tornem em processos e sobrecarregam o Poder Judiciário.
Para isso, os trabalhos de conciliação e mediação ocorrerão em ambientes reservados  no Núcleo de Práticas Restaurativas da Zona Norte, instalado na Avenida Infante Dom Henrique, 354, Tambaú.
Além de delegados, os professores e alunos do curso de Direito do Iesp também poderão atuar como mediadores dos conflitos. Todas as discussões e decisões serão tratadas com sigilo e de acordo com as leis vigentes.

 Da Redação com Paraíba Já
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...