segunda-feira, 25 de abril de 2011

Estilista busca espaço no mercado com grife para pessoas com nanismo

Estilista Carina Casuscelli, de 32 anos, investe nas roupas desde 2008.

Marca 'A moda está em baixa' teve 1º desfile em SP e busca entrar no Rio.

Carina com a modelo Adriana Cristina Dri, que veste uma peça da coleção inspirada no ambiente dos cabarés (Foto: Daigo Oliva/G1) 
 Carina e a modelo Adriana Cristina Dri, que veste
uma peça da coleção inspirada no ambiente dos
cabarés
É com a mistura de dois objetivos, o de criar uma grife lucrativa com o da luta pela “democracia dos corpos”, que a estilista paulista Carina Casuscelli, de 32 anos, investe para que sua marca de roupas “A moda está em baixa”, destinada a portadoras de nanismo, ganhe espaço no disputado mercado da moda.

“Essas pessoas são reais e precisam se vestir (...). Acompanho as dificuldades da vida das pequenas. Elas trabalham em empresas, são mulheres vaidosas, mas não há peças para elas”, diz a estilista, que chama as anãs de pequenas, por uma "preferência delas”, explica.
Democracia dos corpos é, para a estilista, uma moda que inclua todos, e não apenas um determinado tipo de corpo. Na lista dos que sofrem com a atual "ditadura da moda", ela inclui também gordinhos e deficientes físicos. "O projeto não tem só o teor mercadológico. Há o conceito artístico muito forte", diz Carina, que também trabalha como atriz e figurinista.

Caminhada

O projeto começou há cerca de dez anos. Diante da escassez de modelos para o público com nanismo nas lojas, a estilista passou a customizar peças para duas amigas "pequenas". “Eu ia com elas nas lojas, ajudava a escolher os modelos e fazia a customização”.

Carina explica que a principal dificuldade em encontrar roupas para as anãs está no fato de elas terem corpos de mulher adulta, mas baixa estatura. "Não é só questão da confecção, elas têm também dificuldade de encontrar sapato. Roupa ainda tem customização, pode costurar, mas e sapato? Jeans também é bem difícil", afirma.
Somos pequenos do tamanho de uma criança e, ao mesmo tempo, não temos corpo de criança"
Kenia Rio, advogada
Diante da dificuldade das amigas de encontrar roupas apropriadas, o grupo passou a fazer manifestações nas ruas. O nome “A moda está baixa” surgiu como uma espécie de protesto.  “Eu fiz uns vestidos bacanas e roupas com estampas legais para a manifestação". De acordo com ela, as estampas, que eram com caricaturas divertidas de anãs, começaram a fazer sucesso entre o público que não tem nanismo.
"A partir daí, passei a ter encomendas das peças que tinha confeccionado. Estudantes do Brasil todo começaram a me procurar”, afirma.

De olho nos negóciosPor conta da procura pelas peças, a partir de 2008 a estilista começou a vislumbrar um potencial para o negócio. De lá para cá, a estilista diz ter encontrado muita dificuldade, principalmente pelo preconceito do mercado. “Como não há concorrência, você fica à margem. Não há refêrencias anteriores. Aí, você tem que tem que dar a cara a bater”, diz, afirmando que já recebeu muito não, principalmente na hora de buscar patrocínio para os desfiles. "Por nunca ninguém ter feito nada parecido antes, eles ficavam um pouco assustados."
Carina conseguiu realizar o primeiro desfile no ano passado, em São Paulo, após ganhar um prêmio por conta de seus trabalhos pela diversidade nas artes. Com o dinheiro que conseguiu, montou o desfile. "O tema da coleção foi inspirado nos cabarés", diz.
Primeiro desfile oficial aconteceu em 2010, em São Paulo (Foto: Divulgação)Primeiro desfile oficial aconteceu em 2010, em São Paulo (Foto: Divulgação)
Para o segundo semestre deste ano, a estilista planeja uma segunda exibição no Rio de Janeiro. A ideia é montar um catálogo e passar a vender as peças em algumas lojas da capital fluminense. Por enquanto, os modelos são feitos apenas sob medida e por encomenda. A estilista estima já ter vendido cerca de 400 peças. De acordo com ela, os preços são variados. Vestido, por exemplo, sai de R$ 80 a R$ 130, dependendo do modelo.

De acordo com a estilista, com o avanço dos trabalhos as coisas estão começando a deslanchar.  A busca por patrocinadores, agora para o evento no Rio, continua. “Alguns empresários que já me disseram 'não' uma vez estão me ligando de volta. Há uma mutação no mercado”, diz.

Para ela, um dos motivos para a mudança é a própria atenção que o mercado de uma forma geral tem dado, cada vez mais, para a diversidade social e para a acessibilidade.

Por enquanto, contudo, o projeto ainda não dá lucro e a estilista investe de 40% a 50% dos seus rendimentos mensais no negócio. O dinheiro vai para produção dos desfiles, contratação de pessoal, como costureiras, e as mercadorias para a confecção das peças.
MercadoOutro desafio encontrado por Carina é a falta de dados oficiais sobre o nanismo no Brasil - não há estimativas oficiais sobre a incidência de anões no país. De acordo com o médico Décio Brunoni, coordenador do centro de genética médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), de cada 6 a 8 mil recém-nascidos, um  nasce com a espécie mais comum de nanismo, que é a acondroplasia.
Essas pessoas são reais e precisam se vestir"
Carina Casuscelli
Além disso, não há uma estatura média, mas costuma variar de 1,20 m a 1,40 m para os homens e de 1,10 a 1,30 para as mulheres, diz o médico.

“Nós somos pequenos do tamanho de uma criança e, ao mesmo tempo, não temos corpo de criança”, afirma a advogada Kenia Rio, de 46 anos, que é presidente da Associação de Nanismo do Estado do Rio de Janeiro. A entidade está participando da organização do desfile que Carina pretende fazer na capital fluminense neste ano.

Kenia disse que a possibilidade de ter roupas personalizadas é bem vinda. “Tenho muita dificuldade em encontrar peças. Se eu engordo, então, pior ainda. Sapato, eu não consigo comprar. Quando encontro, compro vários de uma vez só. Isso me dá tristeza muito grande”, conta.

Apesar de ser casada com um homem que não possui nanismo, a advogada diz que o filho herdou a alteração genética. Para ele, que é atleta, Kenia diz também ser difícil encontrar roupas, já que é forte, mas baixo.

Para Carina, apesar de o projeto ainda vislumbrar somente as mulheres, a ideia é, no futuro, estender as peças também para o público masculino. "Muitos trabalham em escritório e precisam procurar peças no alfaiate", diz.
A estilista, contudo, faz questão de lembrar que, apesar do foco mercadológico do projeto, nunca deixará de lado o conceito de protesto, iniciado com as manifestações. "As performances, isso para mim nunca vai deixar de existir", afirma.

Da Redação com G1

Prefeitura Municipal de Conde

Construindo um Futuro Melhor para o Povo de Conde

domingo, 24 de abril de 2011

A moda é pegar cor sem expor a pele à radiação. Conheça o efeito (e o preço) das novas técnicas

Rodrigo Schimidt
ARTIFICIAL
Mariana na cabine autobronzeadora, em São Paulo. Ela reforça o dourado da pele toda semana
A substância química responsável pelo bronze continua a mesma: a dihidroxiacetona (DHA). Ela reage com a queratina presente em camadas superficiais da pele e produz um pigmento amarelado, responsável pelo dourado que se vê na foto ao lado. “A diferença desses bronzeadores atuais para os do passado está na qualidade do acabamento”, diz o dermatologista Alexandre Fillipo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “O resultado passou a ser mais natural.”
Os cremes e as loções autobronzeadores anteriores manchavam o corpo – e saíam de linha a todo momento. Havia problemas de fórmulação e, sobretudo, de aplicação. O desafio é espalhar o creme pelo corpo homogeneamente. As regiões que recebem mais DHA ficam mais escuras. Com as novas técnicas, no entanto, o tom fica uniforme no corpo todo. “A reação química que ocorre na pele não tem contraindicação e pode ser refeita toda semana”, afirma o dermatologista Carlos Barcaui, diretor da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Mas, como todo produto químico, há o risco de alergia.” Por isso é preciso testar antes de aplicar no corpo todo.


 Os autobronzeadores são, sobretudo, alternativas às câmaras de bronzeamento artificial (proibidas no Brasil há dois anos), que usam radiação ultravioleta e aumentam o risco de câncer de pele. A técnica do “bronze químico” é também uma opção a quem não gosta de sol ou não quer correr os riscos da radiação, mas deseja ter a pele bronzeada em todas as estações do ano.
Além de conter DHA, as fórmulas autobronzeadoras passaram a incluir hidratantes, antioxidantes e até perfume. O perfume, na verdade, é um disfarce ao cheiro forte da DHA que sai após o primeiro banho – permitido apenas oito horas depois da aplicação. Logo, se a ideia é se bronzear para sair com o namorado, melhor fazer isso um dia antes. Para quem não quer ter esse trabalho, restam as maquiagens que simulam o bronzeado. Elas saem com demaquilante e conseguem um efeito próximo do natural

Da Redação com Época

Kelly Key faz show sensual Só Para Maiores

Cantora se apresentou na boate Le Boy, no Rio de Janeiro

Roberto Filho/AgNews
Famosa pelo hit Baba Baby, Kelly Key insiste em música para maiores

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A cantora Kelly Key, ex-mulher de Latino, cantou e fez muita pose sexy durante o seu show Só para Maiores, na boate Le Boy, em Copacabana, Rio de Janeiro, na noite deste sábado (23).

Com novo visual - a cantora agora está morena - ela não economizou na sensualidade ao lado de seus dançarinos.

O figuro todo preto, a iluminação avermelhada e o clima de cabaré certamente atraíram mais o público do que a voz da cantora, famosa pela música Baba Baby.

Da Redação com R7

Dom Aldo deixa mensagem de Páscoa aos paraibanos

Religioso ressalta importância da solidariedade e superação dos obstáculos

Neste domingo, Cristãos de todo o mundo (e judeus, mas com outra conotação) celebram a Páscoa. Segundo o Arcebispo da Paraíba, Dom Alto Pagotto, esta é a época propícia de superar as diferenças e se unir em prol da solidariedade. Ele deixou uma mensagem de paz e fraternidade a todos; Confira a integra da mensagem abaixo.
A centralidade da Páscoa de Jesus Cristo significa a passagem da morte para a vida plena, trata-se então de um processo de superação dos sinais de morte, de divisões, de separações, de ódios, de perseguições, de incompreensões, de primitividades, de achaques, de julgamentos precipitados, de obstáculos sérios a fraternidade, a solidariedade maior. Então a Páscoa, ou seja então, a passagem para a evolução dos sentimentos dos pensamentos, da colaboração efetiva em políticas públicas, no modo como também nos relacionamos uns com os outros, em colaboração, onde nós façamos parte das soluções e contornando ou erradicando, ou minorando os problemas, os sofrimentos humanos, isso se chama solidariedade, fraternidade, amor, inclusão, respeito, dignidade, essa é a mensagem da Páscoa. Ela não é apenas uma mensagem religiosa, ela equivale no elã cristão, de matriz Cristã a um sadio humanismo proporcionando as pessoas coragem, decisão pelo bem, abertura ao próximo, vontade de ajudar, disponibilidades, sacrifício, um empenho decisivo a favor da vida, dos sinais de vida e esperança”.
Da Redação com WSCom

sábado, 23 de abril de 2011

Atriz paraibana encanta platéia no ‘Programa do Jô’

Atriz paraibana encanta platéia no ‘Programa do Jô’

Campinense Mayanna Neiva é entrevistada por Jô Soares e encanta público declamando cordel


Mayanna Neiva é de Campina Grande e foi miss Paraíba em 2003. Ela contou que nunca levou jeito para miss e que sempre foi muito destrambelhada, mas topou participar do concurso de beleza para atrair espectadores para a sua peça, “Hello, boy”.

Um dos eventos que teve de participar foi um encontrou com o então governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Sua mãe havia separado uma flor branca para ela dar de presente a Alckmin. No dia, ela se esqueceu da flor e resolveu presentear o governador com um cordel de sua autoria.

A atriz contou que uma das brincadeiras preferidas na infância era se fazer passar por menina de rua. Ao lado das irmãs, pedia dinheiro na vizinhança. Aos 14 anos, sonhando ser astronauta, fez um curso de astrofísica infanto-juvenil. Aos 15 anos, sua paixão pelos Beatles a fez começar a estudar inglês e, posteriormente, dar aulas.

Mayanna também já teve banda, a “Evoeh”. No telão, foram mostradas fotos dela como miss e duas fotos como a onça Caetana, personagem de “A pedra do reino”, de Ariano Suassuna.



Da Redação com Programa do Jô
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