terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Na madrugada: bando explode caixa do Bradesco em Alagoa Nova e foge rumo a Campina Grande

Na madrugada: bando explode caixa do Bradesco em Alagoa Nova e foge rumo a CG
Mais uma agencia do Bradesco foi explodida na Paraíba. Desta vez foi na cidade de Alagoa Nova quando 4 bandidos armados num veículo Astra preto, invadiram a agência na madrugada e colocaram explosivos. Segundo a polícia ainda não se sabe quanto foi levado do banco.

A falta de energia na cidade pode ter contribuído para o roubo. Após a ação o grupo fugiu com destino a Campina Grande. Até agora ninguém foi preso.

Já são 19 as investidas criminosas em 2014 contra bancos na Paraíba segundo dados Sindicato dos Bancários de Campina Grande.

Conforme o sindicato, foram quatro ocorrências em janeiro (3 arrombamentos no Itaú e uma saidinha/entradinha de banco no BB, nos dias 01, 09, 14 e 21), elevando para 14 os crimes contra bancos na Paraíba, em janeiro. As investidas criminosas em fevereiro permanecem quatro.

No último domingo, os bandidos explodiram uma agência bancária em Livramento, e o caixa eletrônico em um shopping de Campina Grande.


Mário Luiz (Carioca) com PB Agora

Sobe uso de aplicativos para táxi e cooperativas pedem regulamentação

Desenvolvedoras registram crescimentos que chegam a 100% ao mês.
Em algumas regiões, táxi chega em menos de 5 ou 10 minutos, dizem.

Cresce o uso de aplicativos para chamar táxi no país  (Foto: Montagem/Divulgação) 
Cresce o uso de aplicativos para chamar táxi no
país  (Foto: Montagem/Divulgação)
Aplicativos para os consumidores chamarem táxi pelo smartphone são cada vez mais utilizados em todo o país, o que faz com que as criadoras das ferramentas registrem crescimentos de até 100% ao mês. Com o aumento da demanda, elas começam a entrar no mercado corporativo - algumas já oferecem e outras desenvolvem soluções para empresas.
Contudo, enquanto o recurso tecnológico avança no mercado, ele preocupa cooperativas de táxis. As entidades se sentem ameaçadas e pedem regulamentação dos aplicativos nos municípios. Algumas prefeituras já estão tomando medidas e discutindo a melhor forma de lidar com o uso da ferramenta.
Taxistas deixam de atender chamadas vindas da cooperativa, caso chegue alguma primeiro pelo aplicativo.
"Eu fico ligado em todos os aplicativos. Se a cooperativa não chama, tem algum aplicativo que está me chamando e eu atendo. Se a corrida vem para mim, eu vou atender quem me chamou e coloco ocupado nos demais", explica o taxista Carlos Henrique, de 47 anos.
Ele disse que é taxista há 5 anos em São Paulo e que sempre trabalhou em cooperativa. Contou que usa três aplicativos há aproximadamente 4 meses e seu faturamento aumentou em até 25%. "O pessoal que é credenciado usa a Ligue Táxi [a cooperativa] e o aplicativo. A ideia é a praticidade para todo mundo."
Taxista disse que faturamento aumentou em até 25% (Foto: Gabriela Gasparin/G1) 
Taxista Carlos Henrique disse que faturamento
subiu em até  25% (Foto: Gabriela Gasparin/G1)
Para Carlos Henrique, a novidade é uma tendência. "Com o tempo, não vai ter mais ninguém dando sinal na rua, isso é fato”, disse. O taxista afirmou que até mesmo sua cooperativa começará a trabalhar com o sistema de aplicativo na próxima semana.
Busca feita pelo Google a pedido do G1 aponta a existência de ao menos dez aplicativos para chamar táxi no país (alguns não operam em todas as cidades, mas apenas em regiões específicas) – mas a lista não é fechada.
De acordo com o Google, dois deles (Easy Taxi e 99Taxis) já estiveram na lista dos mais populares da loja online Google Play, que oferece aplicativos para o sistema Android, usado pela maioria dos celulares. Uma pesquisa rápida na loja da Apple, que tem aplicativos para iPhone, também mostra mais de dez resultados.
Usuário destaca rapidez
Um dos grandes atrativos é que os táxis chegam com rapidez. Dependendo da região, pode ser em menos de 5 ou 10 minutos, por conta da localização via GPS, dizem as empresas – os aplicativos localizam o taxista que está mais perto do passageiros.
Márcio Sá disse que passou a pedir táxi por aplicativo porque o atendimento é mais rápido (Foto: Gabriela Gasparin/G1) 
Márcio Sá disse que passou a pedir táxi por
aplicativo porque o atendimento é mais rápido
(Foto: Gabriela Gasparin/G1)
Usuário frequente de táxi, o administrador Márcio Sá, de 48 anos, passou a usar o sistema há 6 meses. "Você não precisa sair na rua caçando táxi. O serviço das cooperativas é muito lento, tem poucos carros. Pelo aplicativo é muito mais rápido e não tem custo adicional nenhum."
O autônomo Clóvis Miranda, de 62 anos, diz que passou a ter 40% a mais de viagens desde que passou a adotar os apps, há 2 meses.
Ele trabalha com dois aplicativos, mas seu filho, que usa o táxi com maior frequência, já baixou cerca de quatro. “É melhor. Às vezes a gente sai do ponto para levar o passageiro e na volta o aplicativo já avisa sobre alguém no meio do caminho”, diz. Mesmo com a cobrança de um deles, de R$ 2 por corrida, ele disse que vale a pena financeiramente. “Só quando o passageiro está muito longe às vezes pode não compensar”, diz.
O que dizem as cooperativas
Taxistas de cooperativas também usam o aplicado entre uma corrida e outra, de acordo com Edmilson Americano, presidente da Associação Brasileira das Cooperativas e Associações de Táxis (Abracomtaxi) e da Guarucoop, cooperativa de taxistas que atendem no aeroporto de Guarulhos.
As cooperativas, contudo, ainda não perceberam saída dos cooperados para atender apenas pelos aplicativos, explicou. Americano disse ainda que muitas delas já desenvolveram seus próprios aplicativos.
“Nossa orientação é que cada associação regional pressione as prefeituras locais por uma regulamentação. Queremos a concorrência leal e que seja respeitada a legislação”, afirmou
Entre as reivindicações das cooperativas está uma fiscalização maior do cadastro dos taxistas nos aplicativos (por questão de segurança) e do município onde estão atuando (eles devem pegar passageiros saindo da cidade onde têm alvará).
“Na realidade, qualquer facilitador para o usuário nós vamos ver sempre com bons olhos. Mas há omissão muito grande de poderes públicos de não regulamentar de forma a criar regras para todos, como tem regras para as cooperativas e associações de taxi”, disse. Entre as regras citadas estão o recolhimento de impostos pelas cooperativas, que encarecem os custos dos cooperados.
Estão sob análise os impactos que esses aplicativos produzem em toda a cadeia de táxis, para verificar a necessidade ou não de eventual regulamentação legal"
Secretaria de Transportes de São Paulo
Atuação das prefeituras
Algumas prefeituras já começam a buscar atender à reivindicação das cooperativas. Em São Paulo, a Secretaria de Transportes disse que o uso dos aplicativos sendo analisado pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP).
“Estão sob análise os impactos que esses aplicativos produzem em toda a cadeia de táxis que circula pela cidade, como empresas de táxi e rádio-taxi, para verificar a necessidade ou não de eventual regulamentação legal da questão. Algumas empresas que criaram e disponibilizam esses aplicativos já procuraram o DTP no sentido de registrarem seus aplicativos”, disse.
Para Natalício Bezerra, presidente do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo, a solução é positiva. “Ninguém pode segurar a tecnologia”, afirmou.
Em Curitiba, as recentes notificações a taxistas que utilizam aplicativos de celular chamaram a atenção para uma controvérsia entre Poder Público e as empresas que atuam na área. Enquanto a lei municipal exige um cadastro específico para liberar as operações, as empresas alegam que a legislação vigente não atende às especificidades deste tipo de serviço.
Desenvolvedoras crescem
Lançado em abril de 2012 no Brasil, o aplicativo Easy Taxi hoje tem 5 milhões de usuários e 100 mil taxistas cadastrados em 23 países (80 cidades, sendo 32 delas no Brasil). “A Easy Taxi é uma empresa que, de setembro de 2012 para cá, cresceu mais de 100% ao mês. A gente dobra de tamanho todo mês, é crescimento absurdo”, disse Tallis Gomes, presidente da empresa.
O 99Taxis entrou em funcionamento em agosto de 2012 e atualmente está presente em 60 cidades brasileiras. O número de corridas passou de 300 por dia em janeiro de 2013 para 26 mil ao dia em dezembro, afirmou Pedro Soma, gerente de operações da 99Taxis. Segundo ele, há 30 mil taxistas e quase 1 milhão de passageiros cadastrados.
O Taxijá foi lançado em julho de 2012 e atualmente tem quase 13 mil taxistas cadastrados em quatro cidades brasileiras (São, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador), com 210 downloads do aplicativo pelos consumidores, informou o presidente, Arthur Pelanda. "Estamos crescendo 43% ao mês em demanda de usuários", disse. "Temos um plano bem agressivo, até a Copa, de estar nas cidades-sede", revela.

Há apps que cobram de taxistas
As empresas criadoras dos aplicativos, contudo, ainda buscam formas de aumentar os ganhos. A principal estratégia é primeiro estabelecer o mercado e criar o costume entre os usuários, para depois começar a lucrar.
A 99Taxis, por exemplo, ainda não tem receita. "Somos totalmente de graça tanto para os usuários quanto para os taxistas", disse o gerente Soma. Uma das formas pela qual eles esperam começar a lucrar é por meio de um sistema de pagamento dentro do aplicativo, além do serviço corporativo, que a empresa está desenvolvendo. “Nós vamos disponibilizar boleto eletrônico", explicou.
A Easy Taxy cobra R$ 2 reais por corrida aos taxistas e também tem receita por meio dos pagamentos eletrônicos. "A gente tem receita nos lugares em que o serviço já está estabelecido, além de outras formas de receita com publicidade e acordos comerciais", afirmou Tallis Gomes.
Uma das justificativas para cobrar a corrida dos taxistas é que, nas cooperativas, eles pagam de R$ 800 a mais de R$ 1 mil por mês. “O taxista hoje paga para a cooperativa R$ 1,5 mil por mês, para ele pagar isso para a gente tem que fazer 700 corridas, né?”, questiona Gomes.
A Taxijá desenvolveu o sistema para as empresas. Cada funcionário tem uma senha para fazer corridas, que são pagas por boleto. O serviço só está disponível em São Paulo e já conta com mais de 50 empresas cadastradas. A meta é alcançar 150 até o final do ano.

Mário Luiz (Carioca) com G1

Defesa Civil monitora áreas de risco e dá continuidade às vistorias preventivas

Plano de Ações Preventivas e de Preparação Antidesastres 2014 foi iniciado no dia 20 de janeiro

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), está monitorando as áreas de risco em virtude das chuvas registradas nesta segunda-feira (3). Em paralelo, a Compdec, juntamente com os órgãos e outras Secretarias municipais, dá continuidade ao Plano de Ações Preventivas e de Preparação Antidesastres 2014, que tem como foco o bairro São José.

Segundo o coordenador da Compdec, Noé Estrela, apesar do volume de chuvas apresentado desde o domingo (2), nenhuma ocorrência foi registrada. No entanto, as equipes trabalham constantemente para evitar desastres. “Estamos no bairro São José realizando as obras e intervenções necessárias, mas atentos aos possíveis chamados emergenciais”, adiantou.

O Plano de Ações Preventivas e de Preparação Antidesastres 2014 foi iniciado no dia 20 de janeiro, no bairro São José. O objetivo da ação é preparar a cidade para enfrentar o período crítico de chuva, garantindo o bem-estar e a segurança da população. “Preparamos um calendário de atividades que será desenvolvido em conjunto com outras Secretarias para realizar ações preventivas e emergenciais nos bairros da Capital”, destacou Noé. “Neste momento estamos no bairro São José com uma equipe de engenheiros coreanos para mais uma visita técnica. Esse grupo será responsável pelo projeto de reestruturação das áreas de risco, já que são especialistas na área”, finalizou.

Calendário – Mais de 30 bairros serão contemplados com o planejamento. Entre os serviços a serem desenvolvidos estão identificação, quantificação e remoção de famílias de locais de risco, poda de árvores, limpeza e retirada de lixo das comunidades, margens e leitos de rios, desobstrução de galerias, conscientização ambiental, entre outros.

Parceria – O Calendário de Planos e Ações Preventivas vai contar com a participação conjunta de Secretarias e órgãos da gestão municipal. Estão envolvidos, além da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec), Gabinete do Prefeito (Gapre), Secretaria de Planejamento (Seplan), Habitação (Semhab), Educação e Cultura (Sedec), Comunicação Social (Secom), Infraestrutura (Seinfra), Meio Ambiente (Semam), Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Desenvolvimento Social (Sedes), Saúde (SMS), Segurança Urbana e Cidadania (Semusb), Gestão Governamental e Articulação Política (Segap), Políticas Públicas para Mulheres (SPPM), Orçamento Participativo (Seop), como também a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) e Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob). Ainda participam o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Cagepa, Energisa e Corpo Bombeiros.

Plantão
– A Defesa Civil tem uma equipe de plantão para atender a população. Para informações e/ou chamados de emergência, a Compdec disponibiliza o telefone 0800 285 9020. A ligação é gratuita e o atendimento é 24h.

Mário Luiz (Carioca) com WSCOM

Licitação da Lagoa acontece nesta 3ª; revitalização começa em março

Empresas interessadas apresentarão propostas; Prefeitura terá um mês para analisar documentação

Parque Solon de Lucena
Parque Solon de Lucena
As obras do projeto de revitalização do Parque Solon de Lucena, cuja primeira etapa está orçada em R$ 20 milhões, devem ser iniciadas no próximo mês. A licitação acontece nesta terça-feira (4), a partir das 15h, na Secretaria de Planejamento de João Pessoa (Seplan). As empresas interessadas em participar vão apresentar documentação, e o setor de Licitação da Seplan tem 30 dias para analisar as propostas. Entre as ações previstas, o desassoreamento poderá ser uma das primeiras execuções, o que garantirá maior capacidade de armazenamento de água da Lagoa, evitando o alagamento do anel interno do Parque. Iniciadas as obras, a previsão para conclusão da primeira fase é de 10 meses.
O secretário de Planejamento de João Pessoa, Rômulo Polari, destacou que o desassoreamento está previsto no projeto, mas não sabe se já neste inverno será possível garantir este serviço. “Essa será uma solução que vai melhorar muito a captação de água, aumentando a capacidade. Mas, temos que esperar a conclusão do processo de licitação, ver a empresa que vai ganhar para discutir a logística de execução”, ressaltou.
Com o projeto concretizado, a promessa da Prefeitura de João Pessoa é de solucionar, de forma definitiva, o problema de transbordamento da Lagoa quando chove e o alagamento da área que a circunda. O secretário destacou que será eliminado também o mau cheiro resultante da poluição.
Em relação às obras, o trabalho será realizado em três etapas, sendo a primeira a interdição dos canais de escoamento de água, que têm sido utilizados para desviar esgoto para a Lagoa. Em seguida, será feito o desassoreamento e a construção de paredes de contenção reforçadas, além de um novo túnel para escoamento da água pluvial, que vai desaguar no Rio Sanhauá.

Mário Luiz (Carioca) com Correio

Justiça condena dois bombeiros da Paraíba a 1,5 mil anos por peculato

Quatro oficiais foram julgados pela má gestão de recursos públicos.
Condenados podem recorrer da decisão em liberdade, segundo promotoria.


A Justiça Militar da Paraíba condenou dois oficiais do Corpo de Bombeiros a 1.500 anos de prisão em regime fechado pelos crimes de peculato, caracterizado pelo desvio de dinheiro público, e falsidade ideológica. A decisão foi anunciada na madrugada desta terça-feira (4), no Fórum Criminal de João Pessoa. Os condenados, o tenente-coronel Horácio José dos Santos Filho e o major Marcelo Lins dos Santos, poderão recorrer da decisão em liberdade.
Outros dois oficiais que também foram julgados, o coronel Antônio Guerra Neto e o major Antônio Francisco da Silva Filho, tiveram as penas prescritas e foram absolvidos. Os oficiais citados no processo foram acusados pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e crime de patrocínio de interesse de terceiros. 
De acordo com informações do Promotor Militar, Fernando Andrade, os quatro oficiais teriam cometido vários crimes relacionados à má gestão de verbas do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom), desviando os recursos para serviços que não foram feitos ou que foram cobrados mais de uma vez. Os contratos desses serviços eram realizados sem licitação ou pesquisa de preços.
Na decisão, todos os oficiais citados foram absolvidos do crime de patrocínio com interesse de terceiros, que consiste em beneficiar empresas específicas sem processo de licitação, segundo informações do promotor do caso. O tenente-coronel e o major condenados por peculato e falsidade ideológica foram absolvidos no mesmo julgamento do crime de uso de documento falso.
“Tanto na lei comum como na militar, a pena máxima a ser cumprida, caso a decisão em primeira instância se mantenha, é de 30 anos em regime fechado. No Direito Militar não existe progressão de pena”, comentou o promotor. Fernando Andrade explicou também que os tribunais militares normalmente marcam uma data específica para leitura da sentença, com a presença de todas as partes. Só a partir da leitura da decisão é que o prazo para o recurso começa a correr. “Não lembro a data específica, mas sei que o dia da leitura da sentença, que serve como uma publicação, acontecerá no mês de março”, completou o promotor.
O G1 tentou entrar em contato com os advogados representantes dos dois oficiais condenados, mas as ligações não foram atendidas.

As acusações
A promotoria explicou que os crimes aconteceram de janeiro a julho de 2003 e causaram um prejuízo de quase R$ 656 mil. O esquema comandado pelos oficiais desviava os recursos do Funesbom para pagamentos indevidos em obras de estrutura, como reformas de postos e serviços em veículos, sem validação e sem nota fiscal. Em um dos contratos, foi encontrado um serviço superfaturado.
“A auditoria constatou que um serviço custava R$ 300,00 mas foram pagos R$ 6 mil e ainda não houve a execução do trabalho. A demanda por contratos saiu de 20 por ano para 20 por semana, foram seis meses de pagamentos indevidos e sem nota fiscal e práticas de ilícitos militares que geraram prejuízo aos cofres públicos”, disse o promotor Fernando Andrade. Além disso, o envolvimento de empresas privadas que não pagavam impostos também é questionado.

Mário Luiz (Carioca)  com G1

Facebook completa 10 anos: conheça a história da rede social

Facebook completa 10 anos: conheça a história da rede social
Nascido de uma ideia de universitários, o Facebook completa 10 anos nesta terça-feira com mais de 1 bilhão de usuários e marcado como sinônimo de rede social de sucesso. Criado por Mark Zuckerberg, Chris Hughes, Eduardo Saverin e Dustin Moskovitz, a rede social foi baseada no Facemash, idealizado por Zuckerberg em outubro de 2003 para que os estudantes de Harvard – onde ele cursava o segundo ano – pudessem escolher os amigos mais atraentes.
Curiosamente, o criador do Facebook não foi o primeiro a se registrar na rede social, mas sim o quarto, isso porque os três primeiros eram apenas usuários testes. Em seguida Dustin Moskovitz e Chris Hughes, co-fundadores da rede social, entraram no projeto.
Em janeiro de 2004, Zuckerberg criou o thefacebook, primeiro nome da rede social. Lançado em 4 de fevereiro, o site ganhou apenas em setembro o "mural", que permitia aos usuários enviar mensagens aos amigos, e em dezembro do mesmo ano já havia conquistado 1 milhão de usuários. Nessa época ele era destinado apenas a universitários.
No final de 2005, o Facebook possibilitou que os usuários compartilhassem fotos e foi liberado para ser acessado em todo o mundo, mas apenas por estudantes. No dia 26 de setembro do ano seguinte, o Facebook permitiu que qualquer pessoa pudesse criar a sua conta, o que levou a rede social a alcançar 12 milhões de fãs. Em 2007, ano em que o Facebook liberou o compartilhamento de vídeos, 58 milhões de usuários já utilizavam a rede social. No ano seguinte, o Facebook continuou criou um chat, além de aplicativo para iPhone.
Em 2008, os gêmeos Winklevoss que alegavam serem os verdadeiros "pais" do Facebook chegaram a um acordo para pôr fim à disputa com Zuckerberg em troca de receber US$ 20 milhões em dinheiro e US$ 45 milhões em títulos da empresa. No entanto, logo em seguida, solicitaram a reabertura do caso por considerar que foram enganados. Em 2009, Zuckerberg adotou o botão “curtir” e, em março daquele ano, lançou o novo Facebook, com layout redesenhado e uma nova página. Em dezembro daquele ano, a rede social alcançou 360 milhões de usuários.
Já em 2010, o site lançou dois serviços que não caíram nas graças dos usuários: o Facebook Places – recurso que mostrava o local onde o usuário estava – e o Facebook Sponsored Stories - que permitia às empresas que patrocinavam o Facebook pegar os bons comentários feitos pelos usuários e utilizar como propagandas. No final daquele ano, 608 milhões de pessoas utilizavam o Facebook. Em 2011, com 845 milhões de usuário, a rede social teve papel importante na chamada "Primavera Árabe", possbilitando a mobilização de pessoas em atos contra governos ditatoriais em diversos países no Oriente Médio e África.
Em maio de 2012, um dos maiores passos da empresa: a oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). O preço dos papéis no dia do lançamento foi de US$ 38, chegando a atingir US$ 43,02 na primeira sessão. O Facebook precificou seu IPO no topo da faixa estimada, tornando-se a primeira empresa dos Estados Unidos a chegar à bolsa com um valor de mercado acima de US$ 100 bilhões. No final do ano, a rede social atingiu a marca de 1 bilhão de usuários.
Contudo, apesar do sucesso entre os usuários, o Facebook passou por dificuldades na bolsa, chegando a recuar 50% nos três primeiros meses de negociações, perdendo US$ 40 bilhões em valor de mercado. Após a turbulência, as ações se estabilizaram em julho de 2013, quando os papéis foram negociados pelo mesmo valor de lançamento (US$ 38) desde o início de sua operação na bolsa.
No início deste ano, um estudo da Universidade de Princeton (EUA) previu um “futuro negro” para o Facebook, afirmando que 80% dos usuários deixarão a rede social até 2017. Em sua resposta à universidade, a rede afirmou que Princeton tem menos cliques no botão "curtir" do Facebook do que Harvard e Yale. Também afirmou que diminuiu a quantidade de suas publicações desde o ano 2000 e constatou que o número de buscas no Google Scholar - que reúne artigos acadêmicos - sobre Princeton também caiu.
Usando "o mesmo princípio" do relatório de Princeton, o Facebook estabeleceu uma correlação entre as inscrições de estudantes em uma instituição e a quantidade de buscas sobre ela no Google. "Esta tendência sugere que Princeton terá só a metade de suas matrículas atuais em 2018 e, em 2021, não terá alunos", diz o relatório do Facebook.
O mais novo lançamento do Facebook ocorreu no dia 30 de janeiro deste ano, quando a rede social anunciou o Paper, aplicativo de leitura para smartphones e tablets que ficou disponível para usuários americanos desde ontem. O recurso terá 19 seções de notícias como esportes, tecnologia, cultura, por exemplo, e mostrará um visual diferente do que o aplicativo principal da rede social. O Facebook não divulgou a previsão para que outros países receberem o aplicativo, que foi desenvolvido por uma equipe de 15 pessoas.

Mário Luiz (Carioca) com UOL
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