Foto: Polícia de Harford County/Divulgação
Um
dia após a identificação do "zumbi de Miami", que comeu quase todo o
rosto de um homem antes de ser morto a tiros pela polícia, no último
sábado, um novo caso de canibalismo foi registrado nos Estados Unidos:
Alexander Kinyua, de 21 anos, estudante de engenharia elétrica na
Universidade de Morgan, no Estado de Maryland, contou para a polícia
local que comeu o coração e parte do cérebro de Kujoe Bonsafo
Agyei-Kodie, de 37 anos, um ex-aluno ganês da mesma universidade. As
informações são do jornal The Baltimore Sun.
As suspeitas pelo
assassinato recaíram sobre Kinyua quando as mãos e parte da cabeça da
vítima foram encontradas em sua casa, no condado de Harford. Através de
investigações, foi descoberto que o resto do corpo de Kodie foi deixado
em um recipiente de lixo próximo de uma igreja da comunidade.
Kujoe
Bonsafo Agyei-Kodie havia sido visto pela última vez no dia 25 de maio,
quando saiu de casa para uma corrida. As primeiras pistas para o
misterioso desaparecimento surgiram quando Alexander Kinyua, pai do
assassino, reportou a existência de restos humanos enrolados em um
cobertor na lavanderia da própria casa.
O pai passou a suspeitar
do envolvimento do filho em um crime quando Alexander Kinyua passou a
demonstrar um comportamento estranho e foi flagrado tentando remover as
evidências da casa. Para a polícia, Alexander alegou que a carne
encontrada não era humana, mas sim animal.
Encaminhado para a
delegacia, nesta quarta-feira, ele não especificou seus motivos, mas
confessou ter matado Agyei-Kodie e comido parte dos restos mortais.
Analistas de comportamento do FBI investigam o envolvimento do jovem com
drogas e a relação que mantinha com o africano.
Agyei-Kodie viveu
com a família do assassino por seis meses, quando começou a cursar a
Universidade de Morgan com um visto de estudante. Em 2008, o ganês foi
preso por 18 meses por abuso sexual e deixou a instituição. Já
libertado, retomou os estudos na Universidade de Towson.
Apesar e
não ter mais contato próximo com o antigo hóspede, o pai de Kinyua disse
ter ouvido boatos de que Kodie sofria de depressão e temia ser
deportado para o país natal.
Kinyua, por outro lado, era visto
como uma pessoa amigável e tranquila até que, no início do mês, deixou
um colega cego depois de atacá-lo com um taco de beisebol, também sem
motivos aparentes. Outro indício de alteração foram recentes mensagens
postadas no Facebook, nas quais pedia a "destruição da família negra" e
"sacrifícios humanos em massa".
Mário Luiz (Carioca) com Terra