sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Polícia revela novos desdobramentos sobre latrocínio de comerciante em Campina

Esta informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (8), durante entrevista coletiva, onde foram relatados os primeiros levantamentos da investigação deste caso


Foi roubado o carro da vítima, mercadorias que ele comercializava e alguns objetos (Foto: Reprodução/Whatsapp)
Duas adolescentes que mantinham um relacionamento com o comerciante assassinado no bairro Santa Rosa, em Campina Grande, estão sendo apontadas como suspeitas de envolvimento com o latrocínio, tendo facilitado a entrada de outras duas pessoas na residência da vítima para a prática do crime.
Esta informação foi divulgada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (8), durante entrevista coletiva, onde foram relatados os primeiros levantamentos da investigação deste caso.
“Pelo que já foi levantado, a vítima tinha alguma forma de relacionamento com duas menores já há algum tempo. Havia um acesso dessas menores a residência da vítima. Na noite de anteontem, elas chegaram na residência dele por volta das 21h, consumindo bebida alcoólica, ouvindo som e ficaram lá por algum tempo”, detalhou o delegado Cristiano Santana.
Ainda conforme o delegado, ao todo, quatro pessoas estão envolvidas com o latrocínio, sendo as duas adolescentes, de 15 e 16 anos, um adolescente de 17 anos e um homem de 21 anos.
Segundo as investigações policiais, as garotas estavam em contato com os rapazes que aguardavam o momento da ação em um matagal próximo à casa da vítima, e teriam facilitado a entrada deles na residência, dando cobertura à ação.
Inicialmente, a intenção dos criminosos era apenas roubar, mas o medo de serem identificados fez com que eles matassem o comerciante de Antônio Pereira da Silva, 58 anos, por asfixia, fazendo uso de um travesseiro, conforme confessou o adolescente de 17 anos.
O adolescente foi apreendido e o homem preso, já as adolescentes foram identificadas e a Polícia descobriu que elas estavam morando em uma casa alugada no bairro do Pedregal, mas ainda não foram localizadas.
O comerciante foi encontrado com as mãos e os pés amarrado e é provável que as adolescentes tenham dado um “boa noite Cinderela” a ele enquanto estavam bebendo.
Foi roubado o carro da vítima, mercadorias que ele comercializava e alguns objetos. Parte do material roubado foi recuperado e a Polícia continua investigando o crime.

Da Redação com Click PB

Nova denúncia contra Temer terá sete delações

Peça deve ser oferecida pela PGR na semana que vem

No provável último ato de Rodrigo Janot à frente da Procuradoria Geral da República, ele deverá apresentar a segunda denúncia contra Michel Temer reforçada por nada menos que sete delações.
Peça deve ser oferecida pela PGR na semana que vem, a última de Rodrigo Janot à frente do Ministério Público Federal. Nova acusação que contra Temer é diferente da primeira – em que o foco era apenas sua atuação. Agora, a denúncia trata da formação de uma organização criminosa, o que implica a atuação de um grupo.
O procurador-geral da República prepara uma acusação que se fundamenta em delações do doleiro Lúcio Funaro, operador do PMDB, dos empresários Joesley Batista e Ricardo Saud, da JBS. Também estarão na denúncia os delatores Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, Paulo Roberto Costa, Fernando Baiano e Alberto Youssef.
Dentro da Procuradoria-Geral da República, a avaliação é de que ainda que se levante qualquer questionamento sobre o acordo de delação premiada do Grupo J&F, a nova denúncia contra Temer se sustentará, pois ela "é robusta e se fundamenta em outros pilares", além da gravação do presidente feita pelo empresário Joesley Batista no Palácio do Jaburu.
Janot já encaminhou as denúncias com relação ao PP e ao PT e, agora, sua equipe conclui as peças sobre o PMDB do Senado e da Câmara. O procurador-geral chegou a pedir ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, a inclusão de Michel Temer na investigação relacionada ao chamado “quadrilhão” do PMDB da Câmara. Fachin não incluiu o nome de Temer, mas disse que o procurador poderia seguir nas investigações relacionadas à JBS.
Apesar de o pedido não ter sido atendido, a PGR apura a suposta atuação de Michel Temer no que considera uma organização criminosa formada por políticos e operadores para praticar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
As informações são do blog do jornalista Fausto Macêdo.

Da Redação com Brasil 247

Caminhoneiros prometem fechar vias de Cabedelo

Continuam sem avanço as negociações entre o Sindicato dos Motoristas e Ajudantes de Entregas do Estado da Paraíba (SINDMAE-PB) e a Companhia Docas. A categoria protesta desde a última terça-feira (05), no Porto de Cabedelo e reivindica a construção de um ponto de apoio e fiscalização do descarregamento do combustível.
Segundo um dos dirigentes do SINDMAE, Toni Costa, caso as partes não cheguem a um acordo vias da cidade serão interditadas e um novo protesto será realizado na BR-101, na próxima segunda-feira (11).
“Nesta nova reunião, não houve avanço. Vai ficar para próxima semana uma nova rodada de negociações e caso não tenha avanço novamente, a gente pretende fechar as duas vias, até que algum órgão venha se pronunciar”, declarou.
Toni acrescentou que as reivindicações não foram atendidas e que tudo permanecerá interrompido. Além disto, a previsão é de que mais postos, na Grande João Pessoa, provavelmente fiquem sem distribuição de combustível, neste final de semana, devido ao bloqueio do terminal.
No entanto, em contato com o Portal  o presidente do Sindipetro na Paraíba, Omar Hamad , afirmou que apesar da distribuição ficar mais lenta, não irá parar.
“A gente lamenta algum transtorno que possa vir acontecer, mas não terá desabastecimento, vai ter demora de entrega, porque está vindo de Pernambuco e do Rio Grande do Norte.Além disto, os outros dois terminais estão atendendo normalmente” afirmou.
A reportagem tentou entrar em contato com a presidente da Companhia Docas da Paraíba, Gilmara Timóteo, mas as ligações não foram atendidas.

Da Redação com  Mais PB

Dono do apartamento com malas de dinheiro é exonerado de cargo na prefeitura de Salvador


Logo depois de ter prisão de Gustavo Ferraz decretada pela Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira, 8 de setembro, a prefeitura de Salvador decidiu exonerá-lo do cargo de diretor-geral da Defesa Civil (Codesal).
A PF encontrou, na última terça-feira, 5, um apartamento no bairro Graça, em Salvador, com malas e caixas com dinheiro, que somavam R$ 51 milhões. Segundo as investigações, o apartamento era de Ferraz, mas o dinheiro pertencia a Geddel. Na quinta-feira, foram encontradas digitais do ex-ministro de Lula e Temer no apartamento.
“A Prefeitura de Salvador não compactua com nenhum ato ilícito e qualquer servidor municipal envolvido em questões dessa natureza terá que responder na Justiça”, disse a nota.
Geddel e Ferraz foram presos na manhã desta sexta-feira, em Salvador, e levados para Brasília, onde ficaram detidos na Papuda.

Da Redação com Polêmica Paraíba

Funaro entregou R$ 11,4 mi em dinheiro vivo a Geddel

Funaro entregou R$ 11,4 mi em dinheiro vivo a Geddel
 Operador financeiro dos esquemas de corrupção do ex-deputado Eduardo Cunha e do chamado “PMDB da Câmara”, o doleiro Lúcio Funaro revela em detalhes, no acordo de delação, como funcionava a entrega de malas de propina para o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima. Na edição que começou a circular nesta sexta-feira, VEJA revela com exclusividade os principais trechos do roteiro apresentado pelo doleiro no acordo. Segundo Funaro, em apenas dois anos, 2014 e 2015, Geddel recebeu 11,4 milhões de reais em dinheiro vivo divididos em 11 entregas operadas pelo doleiro. Os pacotes de dinheiro eram levados em um jato particular e entregue ao próprio ex-ministro em um hangar privado do Aeroporto Internacional de Salvador. Funaro também cita entregas em hotéis de São Paulo e da capital baiana. Ele diz ter entregue propina até na festa de 15 anos da filha de Geddel.

“Ao descer do avião (com a mala de dinheiro), era indagado por Geddel a respeito da quantia que estava sendo entregue. Geddel demonstrava naturalidade ao receber os valores”, diz Funaro. “Recorda-se de ter entregue dinheiro para Geddel em São Paulo, no Hotel Renaissense, na Alameda Santos, e uma vez em Salvador, no Hotel Pestana, no dia em que a filha de Geddel estava fazendo uma festa para comemorar seus 15 anos”, complementa o doleiro.

Geddel voltou a ser preso em regime fechado, pela Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira. Ele foi detido no último dia 3 de julho, por decisão do juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, tendo sido transferido para a prisão domiciliar nove dias depois, por decisão do desembargador Ney Belo. Agora, o ex-ministro será levado de volta para Brasília, onde cumprirá a nova detenção preventiva, também assinada por Vallisney. O juiz ainda determinou a prisão do advogado Gustavo Ferraz e mandados de busca e apreensão nas casas de Geddel, da mãe dele, e de Ferraz.

A ação acontece três dias depois da Operação Tesouro Perdido, a descoberta de um apartamento que serviria de “bunker” para o ex-ministro. Após uma denúncia anônima, a PF fez no imóvel maior apreensão de dinheiro em espécie da história do país: 51 milhões de reais. Segundo os policiais, as digitais do ex-ministro foram encontradas nas cédulas e nas caixas que guardavam o valor dentro do apartamento.

No acordo de delação, o doleiro Lúcio Funaro apresentou aos investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) registros de trocas de mensagens de celular com Geddel, históricos de voos do jatinho que fazia o “delivery” das malas para o ex-ministro, planilhas de pagamentos e, em alguns casos, até extratos bancários das operações. Amigo pessoal de Temer, Geddel foi ministro da Secretaria de Governo e tinha aval do presidente para comandar as relações do Planalto com o Congresso. Na delação, o doleiro narra em detalhes como funcionou o propinoduto na Vice-Presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2015, período em que Geddel comandou a repartição. Funaro descreve o ex-ministro, “amigo e interlocutor de Temer”, como um “forte arrecadador de doações e propinas”.

Em 2014, por exemplo, Funaro diz ter feito nove entregas de dinheiro vivo a Geddel. Uma de 600.000 reais e outra de 500.000 reais em fevereiro, uma de 800.000 reais em março, 1 milhão em maio, mais 1 milhão em julho, 1,5 milhão em agosto, 3,2 milhões em setembro, 1,2 milhão em outubro e 500.000 em dezembro. Em 2015, foram duas entregas de 500.000 reais cada.

Durante os governos do ex-presidente Lula e da ex-presidente Dilma Rousseff, o grupo do PMDB da Câmara apoderou-se de cargos estratégicos no banco. Funaro conta que os peemedebistas usavam a influência política para favorecer empresários dispostos a pagar milionárias propinas para acessar as linhas de financiamento da Caixa.

Funcionava assim. Ora Lúcio Funaro ora Eduardo Cunha faziam os contatos com empresários interessados em obter empréstimos junto ao banco. Depois de negociar os valores da propina, Cunha negociava a liberação dos recursos com Geddel, que ocupava a vice-presidência de Pessoa Jurídica do banco. Quando o dinheiro saia, a propina era paga às empresas do doleiro Lúcio Funaro, que providenciava a partilha da propina.

No período em que o PMDB comandou o esquema na Caixa, cerca de 5 bilhões de reais, a sua maioria extraídos do FI-FGTS, um fundo de investimentos em infraestrutura administrado pela Caixa, foram liberados para empresas que pagaram aos peemedebistas mais de 170 milhões de reais em propinas.

Lúcio conta que conheceu Geddel por intermédio de Eduardo Cunha. O doleiro pagou propina pela primeira vez a Geddel depois de o peemedebista ter favorecido o empresário Joesley Batista, da J&F, em um negócio de 300 milhões de reais. O primeiro encontro ocorreu no hangar da Ibero Star, no aeroporto de Salvador. Funaro desceu com a mala recheada de dinheiro, conversou com Geddel por menos de dez minutos e voltou para o avião. Um encontro frio e rápido.

Com o tempo, porém, as entregas tornaram-se cada vez mais frequentes e Geddel, perdeu a cerimônia. Lúcio passou a entregar malas de dinheiro para o peemedebista em hotéis de São Paulo e Salvador e até no aniversário de 15 anos da filha de Geddel. O doleiro lembra que era comum, nas entregas de propina, ser recebido por um Geddel ansioso no aeroporto. Segundo o doleiro, durante os minutos que estava com o ex-ministro no hangar para repassar as malas, os dois “conversavam brevemente sobre política e sobre as próximas operações vislumbradas”. Lúcio diz no acordo que

A rotina de entregas seguiu firme e forte mesmo depois da deflagração da Operação Lava-Jato. Lúcio conta que não interrompeu o esquema porque ele e Geddel acharam que as investigações da Lava-Jato na Petrobras não iriam se expandir para outros setores do governo. O esquema mudou quando Lúcio passou a figurar como potencial alvo da polícia. O delator conta que, um pouco antes de ser preso, recebeu um recado de Geddel para que interrompesse os pagamentos. “Não… Para. Dá uma segurada e depois nós acertamos isso aí”, disse Geddel.

A última operação realizada por Geddel na Caixa ocorreu em 2015 e rendeu 20 milhões de reais em propina. O empresário Joesley Bastista pediu a Funaro a liberação de um crédito de 2,7 bilhões de reais, para a compra da Alpargatas, combinando o pagamento de uma comissão de 3% pela operação. Lúcio pediu a Geddel a liberação do crédito no banco. Antes de receber a propina, no entanto, Funaro foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal, o que assustou Geddel, que avisou: “Deixa esse dinheiro aí com você, não quero saber desse dinheiro, não sei o que pode lhe acontecer, se precisar você já tem dinheiro contigo”

Da Redação com Resumo PB

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Ministra Cármen Lúcia diz que áudios da JBS agridem dignidade do Supremo

Segundo a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, a investigação é necessária para que não fique dúvidas sobre a dignidade dos integrantes do Supremo


Em nota, divulgada à imprensa, Miller nega as acusações e diz que não cometeu ato de improbidade administrativa. (Foto: Reprodução)
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, informou, em nota, que pediu à Polícia Federal (PF) que investigue as citações de ministros da Corte nas gravações entregues pela JBS à Procuradoria-Geral da República (PGR).
Segundo a ministra, a investigação é necessária para que não fique dúvidas sobre a dignidade dos integrantes do Supremo.  "Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal e a honrabilidade de seus integrantes", disse a ministra.
As declarações da ministra foram motivadas pelas citações a ministros da Corte em áudios entregues pela JBS à Procuradoria-Geral da República (PGR). O sigilo das gravações foi retirado no início da noite pelo ministro Edson Fachin, mas o conteúdo será disponibilizado somente amanhã (5) pelo Supremo. Parte das gravações foi divulgado hoje pela Revista Veja.
Confira a declaração completa da presidente do STF:
"Ontem, o procurador-geral da República veio a público relatar fatos que ele considerou gravíssimos e que envolveriam este Supremo Tribunal Federal e seus integrantes.
Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal e a honorabilidade de seus integrantes.
Impõe-se, pois, com transparência absoluta, urgência, prioridade e presteza a apuração clara, profunda e definitiva das alegações, em respeito ao direito dos cidadãos brasileiros a um Judiciário honrado.
Enviei agora ao diretor-geral da Polícia Federal e ao procurador-geral da República ofícios exigindo a investigação imediata, com definição de datas para início e conclusão dos trabalhos a serem apresentados, com absoluta clareza, a este Supremo Tribunal Federal e à sociedade brasileira, a fim de que não fique qualquer sombra de dúvida sobre a dignidade deste Supremo Tribunal Federal e a honorabilidade de seus integrantes.".

Ontem (4), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, anunciou a abertura do processo de revisão do acordo de colaboração de Joesley Batista, Ricardo Saud e Francisco e Assis e Silva, delatores ligados à JBS. A possibilidade de revisão ocorre diante das suspeitas dos investigadores do Ministério Público Federal (MPF) de que o empresário Joesley Batista e outros delatores esconderam fatos criminosos durante o processo de delação.
Janot explicou que um áudio entregue pelos advogados da JBS narra supostos crimes que teriam sido cometidos por pessoas ligadas à PGR e ao Supremo. A gravação foi entregue, por descuido dos advogados, como uma nova etapa do acordo.
Segundo Janot, um dos suspeitos é o ex-procurador Marcelo Miller. A suspeita da PGR é que Miller atuou como “agente duplo” durante o processo de delação. Ele estava na procuradoria durante o período das negociações e deixou o cargo para atuar em um escritório de advocacia em favor da JBS. Em nota, divulgada à imprensa, Miller nega as acusações e diz que não cometeu ato de improbidade administrativa.

Da Redação com Agência Brasil
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