segunda-feira, 4 de maio de 2015

GOVERNADOR FALOU SOBRE O DIVÓRCIO: “Mantenho a guarda do filho Henry compartilhada com a mãe, cada um ficando com o garoto por dois dias”

H6KREO-1
O governador Ricardo Coutinho (PSB) não é afeito a exposição de sua vida particular e evita tratar de temas pessoais, mas em uma entrevista descontraída ao jornalista Abelardo Jurema na Granja Santana, Ricardo abordou temas além do político e do administrativo. O governador falou pela primeira, embora que rapidamente, sobre o divórcio com a jornalista Pâmela Bório e destacou como o nascimento do filho do casal, Henry, mudou sua vida.
Sobre o divórcio, Ricardo, como era se esperar não se aprofundou no assunto, mas demonstrou que o fato não impactou muito sua vida. “Sem ter relação com o caso, mas o casamento não quer dizer necessariamente que você esteja acompanhado”, disse ele comentando como está a vida de recém separado.
Ricardo revelou ainda que mantém a guarda do filho Henry compartilhada com a mãe, cada um ficando com o garoto por dois dias. “É importante para que ele mantenha a convivência com o pai e com a mãr”, destacou.
Se o fim do casamento parece não ter impactado muito a vida do governador, a chega do filho foi totalmente o contrário. Ricardo lembrou que tem um filho, Rico Coutinho, com 26 anos e que foi pai pela segunda vez com 50 anos, o que lhe caracteriza com uma espécie e pai/avô.
“A criança de uma forma geral me sensibiliza muito. Quando eu chego num lugar que tem criança eu fico muito sensibilizado e com um filho então! Além disso, ele é uma criança muito esperta”, revelou Ricardo, fazendo questão de frisar que a sensibilidade se dá apenas no campo pessoal e que o político e gestor continua determinado a enfrentar os desafios de governar um estado como a Paraíba, mesmo que para isso, tenha que se indispor com algumas pessoas.
O governador revelou ainda que dorme muito tarde todos os dias, aproveita a noite para trabalhar e que as decisões mais importantes para o seu governo, são tomadas na cama, tendo apenas o travesseiro como o conselheiro.

Mário Luiz (Carioca) Paraíba.com.br

Maestro caloteado leva APALAVRA a descobrir ‘curiosidades’ em contrato do Carnaval

Um surpreendente calote - mais conhecido como “xexo”, na linguagem popular - produzido pela prefeita do Conde, Tatiana Correa (PTdoB), corajosa e incrivelmente denunciado na página dela no Facebook pela vítima, o maestro Marcos Vidal, engrossa nesse começo de maio o mar de lama que envolve a atual gestão do rico Município do litoral sul paraibano, envergonhando ainda mais a população local.
 O maestro (de preto) caloteado em quase R$ 18 mil
“Fiz toda a minha obrigação como maestro de orquestra de frevo, realizei um maravilhoso trabalho no Carnaval de Conde e Jacumã e no final das contas só recebi uma parte do contrato, e ainda fui obrigado a assinar recibo do valor total”, revela o maestro informando ter sido caloteado em R$ 17.600,00.
A Orquestra de Frevo Paraíso Tropical foi contratada para diversos eventos, começando no dia 11 de fevereiro ao tocar para o bloco “Melhor Idade”. No dia seguinte (13/02) acompanhou os blocos “Pimentinhas de Gurugi” e “Pipoquinhas de Jacumã”. No sábado (14/02), tocou para os blocos “Eternamente Flamengo” e “Me leva jacumã”. No domingo (15/02), acompanhou “Mundicinhas de Jacumã”, “Marujo do amor”, “Os canalhas de Jacumã” e “Virgens de Jacumã”.
 A postagem, no perfil de Tatiana
Seguiram-se várias outras apresentações, conforme contrato ao qual APALAVRA teve acesso: “Bloco do Nandão (Tabatinga)”, “Xiclete cum batata”, “Galo do mar e sol”, “Pega na Biluca”, “Timbus de Carapibus”, “Vovô garoto (Carapibus)”, “Transbêbado”, “Boca de litro”, “Perdidos em Jacumã”, “Descabaçadas de Conde”, dentre outras, culminando pós Carnaval com o ‘Limpa Jacumã”, onde a orquestra animou o trabalho e a festa dos garis que recolheram o lixo da quadra.        
O maestro avisa em sua postagem que está passando por sérias dificuldades financeiras por conta da dívida não honrada pela prefeita e conclui com uma fina dúvida: “não sei como vocês ainda tem a coragem de botar a cabeça em um travesseiro e dormir tranquilos sabendo que prejudicaram uma pessoa que não merecia”.

TERCEIRIZAÇÃO
Mais intrigante ainda do que o calote é o vínculo contratual do negócio. Do modo como foi feito o acerto da orquestra com o Município, o maestro na realidade não poderia cobrar a dívida da prefeita, salvo se exista algo mais que APALAVRA não tomou conhecimento, como se permite especular diante da gravidade da denúncia postada no perfil de Tatiana.
Fac-simile de parte da capa do contrato com a Bred
O Carnaval do Conde foi terceirizado, ficando a cargo da empresa pernambucana de Igarassu, Bred Viagens e Eventos, pelo valor global de R$ 874 mil, tudo que diz respeito à festa, tais como contratação de cantores, orquestras e bandas, além da logística do evento, aí incluídos gastos com pessoal, locação de palcos e tendas, etc.
Conforme o contrato, a Orquestra de Frevo Paraiso Tropical está na relação das atrações contratadas pela Bred. Só ela, segundo a lista, teria direito a receber em torno de R$ 70 mil, valor não muito distante daquele que teria sido pago à principal atração da festa, a cantora baiana Margareth Menezes - em torno de R$ 120 mil.
Lista dos contratos do maestro
E aí é onde aparece a grande e curiosa questão, somente agora revelada quando APALAVRA localizou o contrato da terceirização. No Sagres, do Tribunal de Contas do Estado, o contrato de R$ 847 mil foi lançado, presumindo-se que também já tenha sido feito o pagamento, dúvida que somente será dirimida quando os balancetes do primeiro trimestre de 2015 forem disponibilizados.
Ocorre que, segundo o contrato firmado, a despesa com o Carnaval será honrada em 10 longas e suaves prestações de R$ 84 mil, ficando várias outras perguntas sem resposta: a primeira delas, por exemplo, remete logo ao maestro, que disse ter assinado o recibo total do serviço, sem a devida contrapartida numerária. Outra coisa: se ele está cobrando da prefeita e não da empresa, teria havido uma outra negociação à parte entre Tatiana e o maestro? E Margareth Menezes, estrela de primeira constelação, aceitou dividir seu cachê também em módicas 10 parcelas?
Esse é o mistério, para o qual mais uma vez se impõem investigações da Câmara Municipal do Conde, do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado.

Mário Luiz (Carioca) com A Palavra on Line

Integrante da corte gay do carnaval do Rio ganha ação contra boate da Baixada após ser discriminada

Marcelly pareceu o trânsito da cidade.
 
Marcelly pareceu o trânsito da cidade. Foto: Fabiano Rocha / Extra
Primeira princesa da corte gay do carnaval do Rio, a dançarina transexual Marcelly Morena, de 28 anos, ganhou uma indenização contra uma boate de Nova Iguaçu depois que seguranças do estabelecimento a barraram na porta. A Justiça determinou que ela receba R$ 10 mil diante do tratamento “descortês, mal-educado e intolerável” praticado.
Marcelly conta que foi impedida de entrar na Sheik Night Boate, em Nova Iguaçu, sob a alegação de que era proibida a presença de travestis, e que a ordem do dono da casa de shows era “barrar logo na entrada”.
Diante do caso, que aconteceu em maio de 2011, Marcelly procurou a Coordenadoria da Diversidade Sexual de Mesquita, que a indicou um advogado. Ela lembra que dezenas de pessoas testemunharam o fato, o que a fez sentir mais vergonha:
— Não estava pedindo favor a ninguém, pagaria a entrada. Nunca tinha acontecido comigo. Fiquei muito mal.

O advogado João de Barros com e Marcelly.
O advogado João de Barros com e Marcelly. Foto: Fabiano Rocha / Extra
A dançarina diz ter ouvido dos seguranças que o ambiente para gays ficava na boate em frente. O caso foi registrado na 58ª DP (Posse).
Desde o episódio, Marcelly, que morava em Nova Iguaçu, deixou de frequentar a Rua da Lama, conhecida pela concentração de bares e onde fica a boate. Ela diz até que se recusou a acompanhar seu grupo de funk, que foi convidado a se apresentar no local. Mesmo com a demora de quatro anos para o julgamento da ação, a princesa incentiva outras pessoas a lutar pelos seus direitos:
— Muita gente não entra na Justiça por falta de informação ou por vergonha.
Mesmo com o resultado favorável, Marcelly recorreu da decisão. Segundo o advogado João de Barros, o valor da indenização foi considerado baixo diante da gravidade do fato.
Os advogados da Sheik Night Boate também recorreram da sentença. Ao longo do processo, o estabelecimento alegou que Marcelly foi impedida de entrar porque estava embriagada e com um copo de vidro na mão. De acordo com os representantes da boate de Nova Iguaçu, ela ainda teria se recusado a passar pela revista.

A transexual fez sucesso em bar de Nova Iguaçu.
A transexual fez sucesso em bar de Nova Iguaçu. Foto: Fabiano Rocha / Extra
Bem recebida em bar
A forma como Marcelly foi barrada na porta de uma boate repercutiu mal entre donos de alguns estabelecimentos da cidade. No Bar do Silvinho, no Centro, a dançarina foi recebida com entusiasmo e sob os gritos de “Vem, Verão”, numa referência a um comercial de cerveja.
— Se quiser pode voltar amanhã, depois de amanhã. Nada a ver o que fizeram — diz o dono, Silvio Diniz.
Os frequentadores apoiaram a decisão de seu Silvio.
— Uma maldade o que fizeram com ela. A vida é livre e cada um faz o que quiser com ela. Com uma mulher dessas, eu entrava até de mãos dadas na boate — brinca o pedreiro Sergio Ribeiro, de 52 anos.
 
Mário Luiz (Carioca) com Extra

sábado, 2 de maio de 2015

Paranaense faz sucesso na web ao perder 30 kg com 'falsas guloseimas'

Leandra criou coxinha, pudim e outras pratos com ingredientes saudáveis.
'Não fiz dieta e nem me matei na academia. Só substituí alimentos', relata.


Antes e Depois. Leandra, de 35 anos, perdeu 30 quilos substituindo alimentos nas receitas (Foto: Rodrigo Covolan/Leandra Mello Pessoa/Arquivo pessoal)Antes e Depois. Leandra, de 35 anos, perdeu 30 quilos em um ano (Foto: Rodrigo Covolan/Leandra Mello Pessoa/Arquivo pessoal)
Quando subiu na balança e viu que tinha chegado aos 80 quilos, a fisioterapeuta Leandra Mello Pessoa, de 35 anos, decidiu que precisava mudar o estilo de vida. Em um ano, ela perdeu 30 quilos. “Não fiz dietas e nem me matei na academia. Só substituí alimentos”, garante. Trocando os ingredientes, ela criou novas receitas que fazem o maior sucesso nas redes sociais: tem coxinha, pão de queijo, pudim e sorvete. “Tudo fake”, brinca.
Leandra mora em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná. A fisioterapeuta conta que, quando estava acima do peso, se sentia mal, principalmente, no trabalho. “Minha área é a saúde. Era contraditório dizer aos meus pacientes que se cuidar é importante se nem eu mesma me cuidava”, explica. Então, além de emagrecer, ela também decidiu que seria um modelo para eles.
Fisioterapeuta perdeu 30 quilos em um ano (Foto: Rodrigo Covolan/Arquivo pessoal) 
Fisioterapeuta de Ponta Grossa perdeu 30 quilos
em um ano(Foto: Rodrigo Covolan)
Leandra não fazia ideia de como perderia os quilos extras.“Sempre fui gordinha, desde pequena. Tentei todos os tipos de dieta e, mesmo sem ser muito fã de malhar, me matava na academia. Nada de ver resultados", relata.
A fisioterapeuta conta que até perdia um pouco de peso, mas depois engordava tudo de novo. Para casar, radicalizou: bebia água e comia só frutas, verduras e legumes. “Não adiantou nada. Seis meses depois, engordei mais de 10 quilos”, lembra.
Substituição
Um dia, a fisioterapeuta teve a ideia de substituir os ingredientes originais das receitas por alimentos mais saudáveis. Entretanto, os primeiros experimentos foram um desastre.
“Sempre gostei de comer bastante e trocar os itens foi um jeito que eu encontrei para me manter em forma mesmo ingerindo grandes porções de comida”, revela. Com o tempo, Leandra diz que "acertou a mão" e as receitas foram ficando mais saborosas.
O glúten, proteína encontrada em cereais, foi cortado de vez. Os pratos que levavam farinha de trigo, agora, são feitos com farinha de arroz. O óleo vegetal foi trocado por óleo de coco; o feijão, pela lentilha. O arroz integral também passou a fazer parte do cardápio diário da ponta-grossense. Já os produtos com baixa lactose foram priorizados.
“A substituição não é nenhum sacrifício. Posso dizer que é possível ser saudável comendo bem”, explica. Leandra relata que o marido também passou a viver melhor depois que ela mudou a alimentação. “Ele nunca teve problemas com o peso, mas, depois que começou a se alimentar melhor, diz que não tem mais nenhum tipo de desconforto alimentar”, afirma.
No começo, em jantares com os amigos, Leandra fazia uma refeição específica para ela e uma diferente para os outros. Aos poucos, as visitas começaram a provar os pratos da fisioterapeuta. “Eu não revelava quais ingredientes usava antes de eles comerem. Queria evitar o preconceito de que alimentos saudáveis não são saborosos. Depois que meus amigos comiam, e aprovavam, eu contava a receita”, diz.
Receita de Leandra que faz mais sucesso é o "pudim fake" (Foto: Leandra Mello Pessoa/Arquivo pessoal)Receita de Leandra que faz mais sucesso é o "pudim fake" (Foto: Leandra Mello Pessoa/Arquivo pessoal)
Sucesso na web
Então, com a ideia de documentar o que criava, Leandra começou a postar fotos e os passos das receitas no Instagram. “Criei a conta com intenção de registrar as minhas experiências, não imaginava que faria tanto sucesso”, afirma. Hoje, a fisioterapeuta tem mais de 35 mil seguidores na rede social e quase 800 publicações. Entre as receitas mais famosas, está o “pudim fake”.
Perfil de Leandra no Instagram tem mais de 35 mil seguidores (Foto: Reprodução/Instagram) 
Perfil de Leandra no Instagram tem mais de 35 mil
seguidores (Foto: Reprodução/Instagram)
A receita leva ovos, leite sem lactose, água, açúcar demerara ou adoçante, leite em pó desnatado e essência de caramelo. “Nada de leite condensado. E, posso garantir, o pudim fica com visual, textura e sabor muito parecidos com aquele feito pela nossa mãe”, afirma. Ainda segundo Leandra, a coxinha preparada por ela também faz sucesso na internet.
Para a massa, ela conta que mistura ricota, farinha de arroz, óleo de canola e tempero pronto sabor legumes com baixo teor de sódio. Depois, o recheio é feito com frango cozido, temperado e refogado.
Em seguida, as coxinhas montadas são passadas em farinha de linhaça, sem passar no ovo. “Sem fritar. O segredo é assar no forno até que elas fiquem douradinhas”, ensina.
Leandra diz que posta fotos para mostrar que, além de fazer, come tudo o que prepara. “Se faço um bolo, posto uma foto dele inteiro e depois só do último pedaço. Quero mostrar que é possível emagrecer e ter uma vida saudável comendo bastante guloseimas”, afirma. As receitas de bolos e tortas também aparecem frequentemente no Instagram: tem desde nega maluca até torta choco-ninho trufada.
A fisioterapeuta relata que sabe de três seguidoras do Instagram que comercializam as receitas criadas por ela. “É bom ver que, além de inspirar a ter uma alimentação mais saudável, eu incentivo as pessoas economicamente. Fico empolgada ao ver as mulheres com mais saúde e ainda ganhando dinheiro. Alcancei meu objetivo: ser um modelo”, afirma.
Para a massa da coxinha, Leandra conta que mistura ricota, farinha de arroz, óleo de canola e tempero pronto sabor legumes com baixo teor de sódio (Foto: Leandra Mello Pessoa/Arquivo pessoal) 
Para a massa da coxinha, Leandra conta que mistura ricota, farinha de arroz, óleo de canola e tempero pronto sabor legumes com baixo teor de sódio (Foto: Leandra Mello Pessoa/Arquivo pessoal)
'Outra pessoa'
Após perder os quilos extras, Leandra diz que, hoje, consegue manter seus 50 quilos com facilidade. Ela segue substituindo os alimentos por itens mais saudáveis e pratica apenas ioga. “Eu me sinto outra pessoa, me sinto mais jovem. Minha pele e meus cabelos mudaram. Não tenho flacidez nas pernas, no bumbum e nem no abdômen. Também tenho mais disposição para fazer as tarefas do dia a dia”, garante.
Para quem quer emagrecer, ela dá uma dica: não encarar as substituições como um sacrifício. “A pessoa tem que pensar que é um novo projeto de vida, mais saudável. E tem que se dedicar a ele como se fosse um projeto do trabalho mesmo. Não tem como não dar certo. As minhas fotos estão aí para provar”, conclui.
Palavra de nutricionista
Segundo a nutricionista Alana Lehn Rossoni, as trocas feitas são bastante saudáveis. “Pelo que vi, a Leandra não costuma utilizar nenhum tipo de ingrediente refinado, que, devido o processamento, perde seus nutrientes, como o pão branco, o arroz branco e outros. Ela também faz uso de alimentos integrais, que têm alto teor nutricional e auxiliam no melhor funcionamento do organismo, como as fibras”, explica.
Ainda de acordo com a nutricionista, frutas, vegetais, alimentos integrais, peixes in natura, cereais integrais e outros alimentos inseridos em um planejamento alimentar diário auxiliam na perda de peso, manutenção e promoção da saúde. "Vale sempre lembrar que aliar a atividade física é de extrema importância”, afirma.
Antes e Depois. 'Eu me sinto outra pessoa, me sinto mais jovem', diz Leandra (Foto: Leandra Mello Pessoa/Arquivo pessoal) 
Antes e Depois. 'Eu me sinto outra pessoa, me sinto mais jovem', diz Leandra (Foto: Leandra Mello Pessoa/Arquivo pessoal)
 
Mário Luiz (Carioca) com G1

Condomínio exclusivo oferece refúgio para idosos na Paraíba

Cidade Madura tem 40 casas que são disponibilizadas apenas para idosos.
Condomínio não tem cuidadores, mas oferece funcionários de apoio.

Seu Sílvio e dona Rosa encontraram conforto para envelhecerem juntos (Foto: Krystine Carneiro/G1)Seu Sílvio e dona Rosa encontraram conforto para envelhecerem juntos (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Foi em João Pessoa que o casal Sílvio Camacho, de 68 anos, e Rosa Maria, de 55, encontrou refúgio para envelhecer junto. Eles procuravam conforto e facilidade no acesso a cuidados médicos e tiveram que se mudar do Rio de Janeiro para a Paraíba por recomendações médicas. Os dois viveram de aluguel no bairro de Mangabeira VIII, mas a solução ideal apareceu em junho de 2014, com a inauguração do condomínio exclusivo para idosos Cidade Madura.

“Esse condomínio é um paraíso pra mim. Tem pessoas que não gostam, mas eu acho isso aqui muito importante. Nós somos muito felizes aqui, temos todo o conforto que nós necessitamos para ter uma velhice sadia e até para alongar um pouco a nossa vida. Tenho tranquilidade. Durmo sabendo que amanhã eu vou estar no mesmo lugar, com esse ar puro, esse conforto”, relatou o idoso.
Banheiro de todas as casas é adaptado  (Foto: Krystine Carneiro/G1) 
Banheiro de todas as casas é adaptado
(Foto: Krystine Carneiro/G1)
O Cidade Madura foi inaugurado pelo governo do Estado para abrigar idosos que não têm como comprar suas próprias casas e que conseguem viver sozinhos.
Seu Sílvio, carioca, e dona Rosa, paraibana, se conheceram no Rio de Janeiro. Eles se viram obrigados a morar na Paraíba depois que ela fez uma cirurgia para retirar um tumor na medula e ficou paraplégica. Mas a obrigação acabou se tornando um privilégio. “Aqui [no condomínio] nós chegamos com a felicidade de encontrar a casa toda adaptada pra nós. Eu, idoso, e ela, cadeirante. Todas as portas têm um metro de largura, ou seja, ela tem facilidade de circular pela casa, pelo codomínio. Foi uma dádiva, uma bênção de Deus. Agradeço a ele todos os dias”, disse.
“Também não é um favor o que eles estão fazendo. É preciso que se deixe claro. Isso aqui é o cumprimento da constituição. Ele [o governador] está investindo 3% do que se investe em habitação popular para as pessoas de baixa renda e idosas. Como nesse nosso país poucos cumprem a lei, isso é uma coisa nova. Isso é um reconhecimento, porque nós que já estamos chegando à terceira idade, ao final da vida, trabalhamos muito para construir esse país riquíssimo”, afimrou seu Sílvio.
Horta de seu Sílvio tem espécies de flores ornamentais, verduras, legumes, frutas e ervas (Foto: Krystine Carneiro/G1) 
Horta de seu Sílvio tem espécies de flores
ornamentais, verduras, legumes, frutas e ervas
(Foto: Krystine Carneiro/G1)
Para embelezar o seu lote, seu Sílvio decidiu cultivar um jardim e uma horta em volta da casa. Assim que se mudou, vários restos de obras estavam jogados no quintal, mas ele fez toda a limpeza e está tentando melhorar a condição do solo aos poucos. “Comecei a cuidar do meu solo pra me distrair. É uma terapia”, disse o idoso, que tem formação em paisagismo e agricultura orgânica.
No local, ele cultiva plantas ornamentais, como margaridas amarelas, zinhas, lírios, tumbergias azuis, buganviles, palmeiras arecas e de manila, acalifas, crotons, entre outros. “Estou até plantando algumas mudas de palmeiras para presentear os vizinhos. Para cada um ter uma palmeira na frente de casa”, comentou. Na horta, são plantados vários tipos de alimentos e ervas aromáticas, como macaxeira, jerimum, moranga, batata-doce, quiabo, milho, mamão, amora, laranja, banana-nanica, romã, alface, couve, coentro, cebolinha, salsa, erva-cidreira, hortelã-pimenta e manjericão.
Regina está aprendendo a tocar violão em casa (Foto: Krystine Carneiro/G1)Regina está aprendendo a tocar violão em casa (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Vigor
Maria Regina dos Santos é um bom exemplo de que os idosos do Cidade Madura sabem se virar sozinhos. Aos 88 anos, ela nega o título de “dona”. Há 7 anos, decidiu ir morar sozinha, no bairro do Cristo, mas não parou de se mexer. Ela realiza atividades na igreja, faz artesanato com crochê, frivolitê e garrafas PET, costura, dá aulas de artesanato, faz atividades físicas em um centro para idosos e ainda está aprendendo a tocar violão.
“Isso tudinho é pra avivar a mente, pra eu não ficar perturbada. Quando eu decidi morar sozinha, os meninos [considerados netos] questionaram. Mas minha cabeça não tá boa? Não tô tantã. Enquanto a cabeça estiver boa, eu posso morar só”, afirmou Regina.
Academia está disponível para os idosos, mas não há instrutor (Foto: Krystine Carneiro/G1) 
Academia está disponível para os idosos, mas não
há instrutor (Foto: Krystine Carneiro/G1)
Além do objetivo de se distrair, aprender a tocar violão era um sonho de infância. “Eu nunca pude comprar um violão. No meu aniversário, ganhei esse e agora o professor me dá aula aqui.
Regina trabalhou como doméstica durante cerca de 70 anos e nunca casou ou teve filhos. Passou 48 anos na última casa onde trabalhou e considera os antigos patrões como filhos, netos e bisnetos. Depois de uma vida bastante intensa, ela encontrou tranquilidade no condomínio. “Gosto de tudo. Aqui é muito calmo, é ótimo”, disse.
Estrutura
Em 1,9 hectare de área, o condomínio tem 40 casas, cada uma com 54m², uma área de convivência, um Núcleo de Assistência à Saúde, equipamentos de ginástica ao ar livre, um redário, mesas para xadrez e dama, uma área para jardinagem e horta, salas para oficinas e treinamentos, uma guarita e um bloco de administração.
Segundo a gerente de fiscalização de obras da Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap), Thaís Christine, o investimento para a construção do condomíno em João Pessoa foi de R$ 4.411.658,72. Um outro projeto semelhante, com uma área de 1,2 hectare e com a adição de uma miniquadra, está em execução em Campina Grande. Neste último, estão sendo investidos R$ 3.837.078,58.
Os funcionários designados para ajudar no funcionamento do condomínio são disponibilizados por três secretarias do governo do estado. Os porteiros, auxiliares de limpeza e assistentes sociais são da Secretaria de Desenvolvimento Humano (Sedh), os enfermeiros e psicólogos são da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e os policiais que fazem a segurança durante à noite são da Secretaria de Segurança e da Defesa Social (Seds). Os funcionários não trabalham como cuidadores dos idosos.
Seleção
A seleção dos idosos que vão ocupar as casas é feita pela Sedh. De acordo com a gerente de Proteção Social Especial do Cidade Madura, Gabrielle Vasconcelos, é preciso ter 60 anos ou mais, ter uma renda de até cinco salários mínimos, morar só ou com o cônjuge e ser independente.
Condomínio tem 40 casas exclusivas para idosos (Foto: Krystine Carneiro/G1) 
Condomínio tem 40 casas exclusivas para idosos
(Foto: Krystine Carneiro/G1)
Atualmente, 57 pessoas estão em uma espécie de fila de espera para ser contemplado com uma das casas. Os imóveis só são entregues a outro idoso quando o que já reside desiste da casa ou morre. Em nenhum caso a vaga no condomínio é passada como herança, ou seja, para a família do idoso que ocupa a casa.
Uma vez morando na casa, o idoso só precisa pagar água e luz - não há cobrança de aluguel. Os próprios condôminos estão estudando elaborar um regimento interno e cobrar uma taxa para garantir a manutenção das áreas comuns, mas, segundo Gabrielle Vasconcelos, o valor não deve passar de R$ 50.
SDH não concorda com o modelo
A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, por meio da Coordenação de Promoção dos Direitos da População Idosa, informou que é contra a restrição de espaços especificamente para as pessoas idosas. “Defendemos que os espaços de convivência sejam comuns, com autonomia e relações intergeracionais. Um lugar só com pessoas idosas acaba gerando dificuldades de interlocução com a sociedade como um todo”, afirmou a coordenadora-geral, Neusa Muller.
Segundo Neusa, esse mesmo modelo de habitação gratuita exclusiva para idosos também existe em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.
Um lugar só com pessoas idosas acaba gerando dificuldades de interlocução com a sociedade como um todo"
Neusa Muller,
coordenadora-geral de Promoção dos
Direitos da População Idosa
Neusa explicou que, aparentemente, o condomínio não tem problemas em relação aos seus espaços, mas que a coordenação tem muitas restrições em relação à segregação da pessoa idosa. "Também não defendendo a institucionalização, a não ser que não exista nenhuma outra alternativa”, acrescentou.
Como alternativa, a coordenadora-geral de Promoção dos Direitos da População Idosa sugere que os idosos procurem o programa Minha Casa, Minha Vida. “Na sua essência, o programa traz o idoso para morar no mesmo espaço que outras pessoas, com crianças inclusive. E, conforme prevê o Estatuto do Idoso, eles têm preferência na aquisição da casa. Com isso, ele permite que as pessoas idosas acessem essas moradias de baixo custo e ainda convivam de forma mais harmônica e produtiva”, afirmou.

Mário Luiz (Carioca) com G1 PB

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Suspeito consegue entrar com celular na cela e posta no Facebook: ‘Tô presooooooooo’

Luiz Felipe (com a camisa na cabeça) posa com o celular dentro da cela da delegacia
Luiz Felipe (com a camisa na cabeça) posa com o celular dentro da cela da delegacia Foto: Reprodução / Facebook
Um homem que foi preso na última segunda-feira conseguiu entrar na cela da 2ª DP de Campo Grande (Monte Castelo), no Mato Grosso do Sul, com um smartphone e postou uma série de fotos no Facebook, de dentro da carceragem da delegacia. Nas postagens, Luiz Phelipe dos Santos Fagundes, de 21 anos, debochou da fiscalização policial e escreveu que, em breve, volta às ruas. As imagens se espalharam pelas redes sociais rapidamente, com centenas de compartilhamentos.
“To presooooooooo. Entrei com o meu iphone pra dentro da cela. O sistema é um lixo, mas enfim, daqui a uns meses tô na rua de novo”, escreveu Luiz Phelipe, em seu primeiro post de dentro da cela, às 22h56 de segunda-feira. Poucas horas depois, no início da madrugada de terça-feira, o preso voltou à rede social: “Bateria vai acabar. Estou preso. Até daqui a uns meses”.

Luiz Felipe (de boné) e outros suspeitos na cela da 2ª DP
Luiz Felipe (de boné) e outros suspeitos na cela da 2ª DP Foto: Reprodução / Facebook
Segundo a Agência Estadual de Administração do Sitema Penitenciário do Mato Grosso do Sul (Agepen), Luiz Felipe foi preso na noite de segunda-feira, por tráfico de drogas. As fotos, segundo o órgão, foram tiradas de dentro da cela da delegacia, antes de o suspeito ser transferido para o Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. De acordo com a Agepen, além do crime de tráfico de drogas, Luiz Felipe também vai responder por ingressar com aparelho telefônico de comunicação móvel em estabelecimento prisional, crime previsto no Artigo 349-A do Código Penal. A lei prevê pena de três meses a um ano de detenção para esse crime.

Luiz Felipe postou uma série de fotos de dentro da cela
Luiz Felipe postou uma série de fotos de dentro da cela Foto: Reprodução / Facebook

Suspeito também postou fotos de como era a cela onde ele estava
Suspeito também postou fotos de como era a cela onde ele estava Foto: Reprodução / Facebook
‘Pra você pode ser divertido, mas para seu pai...’
Os posts de Luiz Felipe geraram comoção de amigos e parentes do suspeito no Facebook. O próprio pai do rapaz usou a rede social para chamar a atenção do filho. “Não pago advogado para alienado sonhador. Não te coloquei aí, mas quando sair vou conversar de perto contigo. Sua família nunca te rejeitou, pena que o rebelde não quer mudar. Pra você pode ser divertido, mas para seu pai...”, escreveu o pai do suspeito. Familiares que tentaram convencer o suspeito de parar com as postagens também receberam respostas debochadas: “Não quero ajuda da família. Sei que nossos pais têm dinheiro, mas é deles. O dinheiro e os bens são do meu pai e da vó e dos tios, não meus. Sou rebelde. Um rebelde realista. Não preciso do dinheiro de vocês, nem da ajuda dos tios”, escreveu o suspeito, para depois voltar a zombar do “sistema”: “O sistema é um lixo. Tô com o radinho na cadeiaaaa. Esse sistema me envergonha”.

Pai do suspeito chama atenção dele, pelo Facebook
Pai do suspeito chama atenção dele, pelo Facebook Foto: Reprodução / Facebook
O EXTRA tentou contato com a Polícia Civil do Mato Grosso do Sul, bem como com os responsáveis pela 2ª DP a fim de explicações sobre o caso, mas não foi atendido.

Amigos e parentes chamaram a atenção do suspeito no Facebook
Mário Luiz (Carioca) com Extra
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...