segunda-feira, 22 de abril de 2013

Quadrilha que clonava cheques é desarticulada na Paraíba

Banco prejudicado acredita que prejuízo é de quase R$ 500 mil. Um dos seis presos é paraibano.


Dezenas de documentos e cheques falsificados foram apreendidos com os suspeitos (Foto: Daniel Peixoto/G1)
Uma quadrilha que clonava cheques, lavava dinheiro e roubava agências bancárias foi desarticulada nesta quarta-feira (17) e seis homens foram presos, em Campina Grande, Bayeux e João Pessoa. Com eles foram apreendidos mais de R$ 7 mil, cerca de 200 cheques em branco de vários bancos, 36 documentos de identidade, celulares, máscaras de proteção faciais, usadas em explosões de caixas eletrônicos, além de três carros. Um dos bancos prejudicados acredita que rombo causado por quadrilha pode chegar a R$ 500 mil. A informação foi passada em uma coletiva de imprensa na Secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba durante a tarde desta quinta-feira (18).
Wagner Dorta, gerente executivo da Polícia Civil na Região Metropolitana de João Pessoa, comentou que é uma quadrilha extremamente organizada que vinha cometendo vários golpes no mercado financeiro, além de delitos contra caixas eletrônicos.
Segundo o delegado da  Roubos e Furtos, Tiago Sandes, uma denúncia informou que no dia 10 de abril alguns integrantes da quadrilha estavam chegando em João Pessoa e começamos o monitoramento deles. Eles conseguiam algum cheque de baixo valor e adulteravam para um valor muito maior. Quando iam trocar o cheque no banco, um dos suspeitos, que trabalha com telecomunicações, conseguia interceptar a ligação feita pelo gerente do banco para o dono do cheque. A ligação era transferida para um outro integrante da quadrilha, que se passava pelo titular da conta e autorizava a troca do cheque.
Só após o começo do monitoramento, eles transformaram um cheque de baixo valor em um de R$ 50 mil e conseguiram trocar. Com o dinheiro eles compraram dois carros e fizeram alguns depósitos. Um dos bancos nos informou que eles podem ter causado um prejuízo de quase R$ 500 mil.
Wagner Dorta reforçou que todos s suspeitos passarão por um processo de identificação criminal, já que a maioria dos documentos são falsificados. Três dos suspeitos foram presos em Campina Grande, quando saiam de um banco, após trocarem um cheque no valor de R$ 2 mil, dois foram presos em flats da orla de João Pessoa e outro na cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa.
Os seis presos responderão por formação de quadrilha, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro, podendo resultar em uma pena de mais 20 anos de cadeia. Cinco deles são de Cuiabá, no Mato Grosso, e apenas um é paraibano.

Mário Luiz (Carioca) com A Fonte

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